icons.title signature.placeholder Thayuan Leiras - SAT
19/03/2014
18:29

Com a reforma do gramado do Brinco de Ouro, o Guarani teve que "caçar" outra casa e escolheu o Estádio Municipal Luiz Perissinotto, em Paulínia, para mandar os jogos da Série A2 do Campeonato Paulista. Mas a primeira experiência do Bugre na nova sede não foi das mais animadoras. No sábado, a equipe de Campinas empatou por 2 a 2 com o Red Bull, e o que se viu foi dor de cabeça para os torcedores antes e durante o jogo.

Através do Sistema de Atendimento ao Torcedor do LANCE!Net, o torcedor do Guarani Manoel Pereira reportou o que seria o abuso de autoridade por parte de um policial que fazia a revista na entrada do estádio e o proibiu de entrar sem camisa. Pereira estranhou, e com razão, já que a exigência não consta no Estatuto do Torcedor. Após ser obrigado a entrar vestindo a camisa, procurar a organização e não encontrar ninguém e perguntar a uma policial militar, o torcedor descobriu que a exigência servia para garantir uma revista "higiênica".

- Para não criar tumulto, coloquei a camisa para entrar no estádio, e, no intervalo, procurei alguém da fiscalização para questionar porque eu não poderia entrar no estádio com a camisa na mão, sendo que não havia ninguém da federação para perguntar. Para minha surpresa, ao sair do estádio, uma policial militar me falou que eu deveria ter colocado a camisa para que a revista fosse higiênica - disse Manoel.

O diretor geral do Guarani, Marcos Ortiz, afirmou desconhecer o episódio, e garantiu que as medidas de segurança ficaram à cargo apenas da Polícia local.

- Jamais oirientaríamos alguém neste sentido, até porque não tem lógica. Esta é uma questão exclusiva da Polícia Militar. Não houve orientação do Guarani neste sentido - disse o dirigente.

Questionado sobre o assunto, o Batalhão de Ações Especiais (BAEP) da Polícia Militar não respondeu até o fechamento desta reportagem.

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Polícia interdita arquibancada e setor fica superlotado

Com o início do jogo, mais um problema, e mais grave. Segundo o diretor Marcos Ortiz, faltando duas horas para o início da partida, houve um comunicado da Polícia interditando uma arquibancada móvel com capacidade para 300 pessoas, destinada à torcida adversária. O veto de última hora causou superlotação da área destinada a sócios-torcedores do Guarani e donos de cadeiras cativas no Brinco de Ouro, fazendo torcedores passarem mal. O dirigente bugrino eximiu o Guarani de culpa no caso.

- Houve o problema pela interdição da arquibancada para a torcida visitante com duas horas de antecedência por parte da Polícia. Nós tivemos algumas pessoas passando mal por conta desta interferência de última hora. Eles fizeram uma vistoria no meio da semana e não tomaram nenhuma decisão, e resolveram vetar a arquibancada de última hora - afirmou Ortiz.

Não foram registrados incidentes mais graves com torcedores, e nenhuma explicação também sobre esse caso por parte da PM chegou à reportagem. O Guarani é o sexto colocado e tem o próximo confronto pela Série A2 do Paulista contra o Guaratinguetá, às 19h30 desta quarta-feira. O Bugre volta a jogar em Paulínia também pelo Estadual no próximo sábado, contra o Santo André.