icons.title signature.placeholder Radar/Pool Mundo Deportivo (ESP)
20/11/2014
18:35

Por Manel Bruña

Busquets disse que a grande Espanha do passado não voltará. E pelo o que foi visto contra a Alemanha, o futebol de toque, o mundialmente conhecido "Tiki Taka", também dificilmente voltará à Fúria.

A renovada seleção que se viu em Balaídos contra  a Alemanha, com muitas caras novas, é uma equipe de jogadores rápidos e que não tem no toque de bola a sua principal característica. Contra os alemães, durante parte do primeiro tempo, vimos um pouco da velha escola. Mas foi só a Alemanha apertar que a Espanha se esqueceu da posse como arma para dominar o ímpeto do rival apostando na velocidade e no contra-ataque.

Del Bosque sempre diz que a Espanha não pode renunciar ao toque, ao futebol de posse porque este tem sido o caminho que levou a equipe ao topo do mundo. Só que sem Xavi e Xabi Alonso é complicado imaginar a Espanha tendo a posse de bola por toda a partida, seja quem for a rival que estará do outro lado do campo. Contra a Alemanha, quem teve a posse foram os germânicos.

E MAIS:
>> Chelsea, PSG, City e Inter são possíveis destinos para Messi, diz jornal


A seleção perde o toque. Mas ganha na pressão. Isso tem de ser destacado, pois o time havia perdido essa pegada nos últimos tempos. E tanto no amistoso em Huelva contra a Bielorússia quanto em Vigo contra a Alemanha, meias e atacantes dificultaram a saída de bola dos rivais e buscaram recuperar a bola o mais rapidamente possível. Assim. provocava ocasiões de gol. Foi assim que a Fúria fez seus primeiros dois gols diante dos bielorrussos.

Apesar de tudo, o corpo técnico da Roja saiu satisfeito do Estádio Balaídos. Evidentemente não pela derrota, mas sim pela partida que os jovens fizeram. Del Bosque considerou que  o empate teria sido o mais justo e que apesar do resultado ruim, os novos jogadores se integraram bem não somente em campo como também na concentração.

O que não se pode esquecer é que o 2014 que acabou para a seleção "Roja" não foi um bom ano. E isso foi visto pelo próprio treinador, que declarou que "Vivemos uma era de transição e temos de mirar o futuro. Porém, se me pede um resumo do ano, não foi bom".