icons.title signature.placeholder Carlos Alberto Vieira
30/04/2014
00:32

- Recorde é para ser batido. E se for batido por mim, é bem melhor - foi assim que Cristiano Ronaldo direcionou a sua entrevista após a vitória do Real Madrid sobre o Bayern de Munique por 4 a 0. Autor de dois gols nesta terça-feira, ele chegou aos 16 na tabela de artilheiros, superando a marca de Messi em 2013/14.

Mas a artilharia é pouco para ele. O sonho do título máximo de um clube na europa é o que ele persegue.

- Não estava pensando em fazer gol. Mas sim em ganhar esta partida. Felizmente fizemos dois gols logo cedo, tudo ficou bem mais fácil para a gente e meus gols vieram naturalmente.

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Mesmo "não pensando"em artilharia, o melhor do mundo quicou quando um repórter de uma rádio espanhola errou a quantidade, dizendo que ele chegara ao décimo quinto.

- Ei, está sumindo com um golzinho meu? brincou Cristiano Ronaldo, para em seguida analisar o comportamento do time, que atuou de forma compacta e soube dominar um Bayern perdido com a velocidade dos atacantes.

Ao analisar o que levou o atual Real para a final, diferentemente do que ocorreu sistematicamente nos anos anteriores, CR7 creditou ao destino.

- Nosso time sempre foi bom, teve grandes técnicos. Mas estamos com um pouco mais de sorte, que é preciso nesta fase de Liga. Mas também mostramos que fomos melhores, ganhando as duas do Bayern.

Os triunfos nas duas partidas de semifinal o Real não alcançara desde os anos 60 e mostram a força do time. Mas qual seria o melhor adversario para o português?

- Tanto faz. São duas equipes fortíssimas e não tenho preferência entre Chelsea e Atlético de Madri - concluiu, dando um sorrisinho quando perguntado se uma final entre os times da capital ratificaria que a atual patria do futebol é mesmo a Espanha.