icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
16/07/2014
14:41

Diante de sua 22ª luta na maior organização de MMA do mundo - um recorde entre brasileiros - Gleison Tibau não pensa em parar de lutar tão cedo. Nesta quarta-feira, o potiguar encara Pat Healy pelo UFC: Cerrone x Miller, que acontece em Atlantic City (EUA), e fala com o entusiasmo de quem ainda tem mais 22 lutas a fazer pelo evento.

Em entrevista ao LANCE!Net, Tibau, que acaba de completar 31 anos, revelou que pretende se apresentar pelo UFC por mais dez anos. Ele acredita que isso seja possível por conta da resistência lesões no esporte. 

- Sou novo ainda, tenho 31 anos. Minha ideia é lutar até meus 40 anos. Não tenho lesões graves, nunca tive, graças a Deus. Sou um cara regrado, que se cuida muito, então acho que tenho potencial para lutar por mais uns 10 anos - declarou o atleta da American Top Team.

O lutador ainda analisou os últimos casos de doping que têm movimentado polêmicas dentro do Ultimate e deu sua opinião em relação ao banimento do TRT (Terapia de Reposição de Testosterona) no esporte.

- Acho válido fazer exames aleatórios, cada um sabe o que faz com sua carreira, e quem vacila tem que pagar. Sobre o TRT, parece que altera na performance dos atletas, mas alguns usavam o TRT e não por isso saiam vencendo tudo mundo. Eu nunca usei, então não sei se realmente mexe com o atleta. Para mim, não faz diferença nenhuma - concluiu.

Tibau faz sua luta de número 22 nesta quarta (FOTO: Divulgação/UFC)

Confira um bate-papo com Gleison Tibau
Como você analisa o duelo com Pat Healy? 
Acredito que essa luta vai ser muito boa, pois precisamos da vitória. Ele vem de muitas derrotas, acredito que virá para o tudo ou nada. Independente disso, estarei pronto para ser o melhor em tudo.

Qual a sua análise dele como lutador?
Ele tem um grappling perigoso, conquistou a maioria de suas vitórias por finalização, mas vive um mal momento no UFC. Aqui a história é outra, e estou bem experiente na organização, vou para minha 22ª luta no octógono. Estou preparado para trocar bem de pé e, se necessário, derrubar e trabalhar meu jogo de jiu-jitsu.

Onde você se vê na categoria?
Eu estava bem posicionado, pois vinha de uma grande vitória sobre o Jamie Varner, cara de nome aqui nos Estados Unidos e ex-campeão do WEC. Mas essa última derrota e o tempo afastado fiquei longe por lesão me deixaram um pouco lá atrás. Vou recomeçar minha caminhada para estar entre os melhor da divisão.