icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
01/11/2014
08:10

Com a experiência de quem já esteve na comissão técnica de uma Seleção Brasileira campeã do mundo, Antonio Lopes, coordenador técnico no Mundial de 2002, vê com bons olhos a retomada de Dunga ao cargo de técnico do Brasil. Inclusive, ele concorda com o estabelecimento de uma cartilha para regular a conduta dos jogadores enquanto estiverem representando o país.

- Em 2002, não tínhamos documento. Mas tínhamos as regras que os jogadores tinham que cumprir. Mas não estavam catalogadas, em um livreto. Acho que é normal. O que chocou um pouco foi a colocação que está feito o livreto. Mas isso sempre existiu. Todas as comissões técnicas colocam um número de regras. Acho que tem que ter. É lógico que tem que haver ordem. Ambiente com indisciplina não dá certo, o trabalho não prospera - afirmou Lopes ao LANCE!Net, elogiando o recomeço "dunguista" na Seleção:

- O Dunga está com bom início de trabalho. Está fazendo uma reformulação já visando às Eliminatórias, que é o principal evento. Acho que o trabalho dele está indo bem. A formatação está muito boa, no caminho certo.

Já vislumbrando a primeira competição relevante neste ciclo, Antonio Lopes considera que a Copa América não deve gerar euforia em caso de vitória, mas ressalta que resultados negativos irão gerar uma pressão.

- Às vezes essa competição atrapalha. Em termos de seleção, o projeto traçado é a Copa do Mundo. A Copa América não tem muito peso, mas acaba influenciando se os resultados não forem aparecendo. Isso até em jogos amistosos - comentou.

Por fim, o delegado aprova a estratégia de dividir as atenções com a Olimpíada, deixando Alexandre Gallo à frente da missão de preparar a equipe dois anos antes dos Jogos.

- Acho que o projeto está certo. Não pode focar só em uma competição só. Logicamente são divisões, mas tem que trabalhar intercaladas. Tem que haver a preparação para a olímpica - finalizou.