icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
04/11/2014
14:51

No dia 15 de novembro, pelo UFC 180, que acontece na Cidade do México, Fabricio Werdum entra no octógono para brigar pelo cinturão interino dos pesados contra Mark Hunt. O brasileiro enfrentaria Cain Velásquez pelo título absoluto, mas uma lesão tirou o campeão do confronto, dando lugar ao neozelandês. Diante do sonho de conquistar um cinturão da maior organização de MMA do mundo, o brasileiro mudou sua rotina e se mudou para o México, onde faz a parte final de sua preparação há dois meses. Na companhia do lutador, Rafael Cordeiro, principal treinador do atleta, falou sobre o compromisso do brasileiro. 

Durante sua passagem pelo Brasil para acompanhar Beneil Dariush no UFC 179, que aconteceu no último dia 25 de outubro, Cordeiro falou ao LANCE!Net sobre a expectativa para a chance do pupilo e as mudanças pelas quais Werdum tem passado para realizar seu sonho.

- O Werdum está se preparando há mais de um mês no México. Ele mudou a vida inteira por causa dessa luta. Ele está esperando muito tempo por esse momento especial, é a luta da vida dele, e ele sabe disso. Ele abraçou a oportunidade, está bem motivado, rodeado das pessoas certas. Ele está muito confiante e essa confiança dele vai fazer toda a diferença para conquistar o título. Ele nunca treinou tanto para uma luta como essa. Só o fato dele ficar dois meses longe de casa se preparando, longe da familia, já mostra o quanto ele quer esse cinturão. Estamos vivendo esse sonho, que é a grande luta da vida dele e nossa também. Vamos com tudo. Werdum vai para ganhar bem e mostrar que tem potencial para ser o melhor dos pesados - avaliou o treinador.

Werdum encara Mark Hunt no dia 15 de novembro (FOTO: Divulgação/UFC)

Se Werdum era o azarão quando o duelo contra Velásquez estava de pé, agora o brasileiro desponta como favorito nas casas de apostas diante do confronto com Mark Hunt. Cordeiro não acredita que favoritismo exista no MMA.

- Nesse esporte, o termo azarão tem que existir só nas apostas mesmo. Particularmente, não acredito em favoritismo nesse esporte. Ninguém é favorito. São sempre dois lutadores treinados e tudo pode acontecer. O favoritismo acabo quando a porta do octógono se fecha. O Werdum está mais motivado do que nunca e disposto a mudar de vida - concluiu.