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24/11/2014
07:00

O Cruzeiro é um dos maiores vencedores de taças em âmbito nacional. São quatro títulos da Copa do Brasil - está na decisão da edição deste ano - três Campeonatos Brasileiros e mais um da Taça Brasil de 1966, reconhecido pela CBF como equivalente ao Brasileirão.

A história desse último título envolve duas grandes vitórias sobre o Santos de ninguém menos que Pelé. O Cruzeiro, por sua vez, tinha Tostão comandando um elenco que, para torcedores antigos, elevou o clube à categoria de força nacional do futebol.

Além de Tostão, o time contava ainda com Piazza, Natal e Dirceu Lopes, formando uma geração promissora para o futebol brasileiro. Estes se juntaram aos já consagrados Procópio e Hilton Oliveira. A base do time campeão de 1966 contava também com os "estrangeiros" Raul e Evaldo.

O único torneio que reunia times de todo o país, na época, era justamente a Taça Brasil. A edição vencida pela Raposa contou com 22 clubes. Estavam lá Fluminense, Palmeiras, Grêmio, etc. Na trajetória do Cruzeiro estavam o Grêmio (empate sem gols, em Porto Alegre, e vitória por 2 a 1 no Mineirão), Fluminense (1 a 0 no Mineirão e 3 a 1 em pleno Maracanã). Em sua estreia, a Raposa havia derrotado o Americano, então campeão da Guanabara.

Veio a final contra o Santos, então pentacampeão da Taça Brasil. Em campo, Pelé, Zito, Edu... O jovem time do Cruzeiro, no entanto, não se intimidou. Tanto que os "meninos da Toca" aplicaram 5 a 0 no primeiro tempo, fechando o jogo com o placar de 6 a 2.

Ainda assim, no segundo confronto uma vitória simples do Santos levaria a decisão para um terceiro jogo. Ao Cruzeiro, bastava o empate.

No Pacaembu, fim do primeiro tempo com vitória do Santos por 2 a 0. Não se confirma, mas há uma história de que o presidente da Federação Paulista de Futebol, Mendonça Falcão, teria procurado o então presidente do Cruzeiro, Felício Brandi, para definir o local do terceiro jogo. O paulista teria sido expulso do vestiário pelo dirigente mineiro.

O que quer que tenha acontecido no vestiário foi fundamental para a mudança de comportamento do Cruzeiro. O time jogou demais. A ponto de virar o placar para 3 a 2, numa das maiores vitórias cruzeirenses de todos os tempos.

Curiosamente, a potência da vez agora é o Cruzeiro. Além do título brasileiro, terá a oportunidade de faturar a Copa do Brasil. Isso num curtíssimo espaço de tempo. Será que a Raposa vai virar o jogo também na próxima quarta-feira? É o Cruzeiro com jeito de quem gosta de fazer história.