icons.title signature.placeholder Lucas Faraldo Knopf
14/07/2014
08:02

Lateral-esquerdo do Corinthians entre 1994 e 1999, Sylvio Mendes Campos Júnior, ou simplesmente Sylvinho, completou, no último dia 5, seu primeiro ano como auxiliar-técnico no Timão. Contratado pelo Alvinegro para trabalhar ao lado de Tite, o ex-jogador de Arsenal, Celta de Vigo, Barcelona e Manchester City assistiu de perto à horrenda campanha corintiana no segundo semestre da temporada passada, que culminou justamente na saída do então treinador da equipe.

– Tudo que sobe desce. Isso está escrito. A questão é saber como minimizar os problemas de uma queda. A queda ocorreu e entendo que foi minimizada. Foi uma avalanche de títulos. Ninguém nunca havia sonhado com algo semelhante. Isso foi conseguido e entrou para a história do clube – explicou o “veterano” Sylvinho, em entrevista ao LANCE!Net concedida no CT Joaquim Grava. Ele completou 40 anos de idade no último dia 12 de abril.

A “avalanche” citada pelo auxiliar-técnico alvinegro teve início no ano de 2008. O Corinthians conquistou oito títulos em cinco temporadas.
Após um ano “em branco” – último semestre de 2013, com Tite, e primeiro semestre de 2014, com Mano –, Sylvinho entende estar mais do que na hora de o Timão voltar a levantar taças. Caso a equipe faça boa campanha no Brasileirão, haverá a chance de, no ano que vem, ser bicampeão da Libertadores...

– Queremos, o mais breve possível, voltar a conquistar títulos e iniciar um novo ciclo vitorioso do Corinthians. A Libertadores do ano que vem é um objetivo, mas há outros, como a Copa do Brasil, o Brasileirão e até o Paulistão antes. Temos de seguir a ordem, um passo de cada vez Queremos, o mais breve possível, voltar a conquistar títulos e iniciar um novo ciclo vitorioso do Corinthians. A Libertadores do ano que vem é um objetivo, mas há outros, como a Copa do Brasil, o Brasileirão e até o Paulistão antes. Temos de seguir a ordem, um passo de cada vez – comentou Sylvinho.

Hoje braço direito de Mano no Corinthians, o auxiliar-técnico vê o treinador como a melhor opção para dar início a um novo ciclo de títulos no clube após a vitoriosa “Era Tite”.

Confira esta e outras declarações de Sylvinho no bate-bola abaixo:

Como você definiria a personalidade do Sylvinho?
Sempre fui um cara muito discreto. Ninguém, nem mesmo eu, sabe qual é meu jogo de número 100 ou 200 com a camisa do Corinthians ou do Barcelona. Esse é meu jeito de ser. Gosto de trabalhar tranquilo.

Por que você é “pulso firme” na hora de comandar treinos?
Eu sou um cara muito sério. O que a gente leva de fora, traz para dentro. Não tem como, na hora em que você está no comando, disfarçar nada.

Como se deu esta sua volta ao clube que o revelou?
O Corinthians buscava um auxiliar-técnico durante a Copa das Confederações. Houve a consulta do meu nome, desde presidência, diretoria e evidentemente Tite. Precisei passar pelo crivo do Tite. Aí acabei aceitando e vim para cá.

Como avalia esse primeiro ano?
Estou muito feliz com esse primeiro ano no clube, depois de trabalhar com dois técnicos diferentes – Tite e Mano. O clube se estruturou de uma forma magnífica nas últimas temporadas.

Qual a diferença do clube entre sua época de jogador e agora?
O que mudou é a estrutura, porque a grandeza do Corinthians sempre existiu. A grandeza do Corinthians não pode ser colocada em xeque jamais, pelo número de torcedores, fanatismo. Aqui era um galpão. Agora olha isso! É uma mudança completa.

Como explicar a queda do time no segundo semestre de 2013?
A queda sempre vai ocorrer. Você só não sabe quando. Milan, Barcelona, Real Madrid... O Real ficou um tempo sem disputar uma final de Champions, por exemplo. E eu peguei uma época quando eu jogava no Celta de Vigo que eles tinham uma equipe galática que passava por cima de todo mundo.

Por que Mano seria “o cara” para um novo ciclo do Timão?

Primeiro pela escolha. Depois porque já foi treinador do Corinthians. Terceiro porque já possou por grandes clubes e tem grandes conquistas. Quarto porque é um treinador que esteve recentemente na Seleção Brasileira e ser treinador da Seleção não é fácil e ninguém chega lá por mero acaso.

Quais as principais diferenças entre Mano Menezes e Tite?
São dois treinadores de ponta de muita qualidade que trabalham de forma muito diferente. Assim como Rijkaard e Guardiola são diferentes. Não são nem melhores nem piores.