icons.title signature.placeholder Fábio Aleixo e Jonas Moura
24/03/2014
20:34

A ansiedade tomará conta dos jogadores de Sesi-SP e Vôlei Brasil Kirin nos próximos dias. Depois de se enfrentarem nesta terça-feira, às 20h30, em São Paulo, os times ficarão dez dias fora de ação até a segunda partida da semifinal da Superliga Masculina de Vôlei.

O fato se deve a uma exigência da TV Globo, que detém os direitos de transmissão do torneio e exibirá o segundo duelo ao vivo no dia 5 de abril. Caso a série fique empatada, haverá mais um jogo. E, novamente por causa da transmissão, haverá novo conflito, mas por motivo distinto. O intervalo entre uma partida e outra será de apenas dois dias.

– É ruim ficar esse tempo sem jogar. Você perde o ritmo. Como muitas equipes já encerraram a temporada, é até complicado marcar amistosos. Só treinar não é a mesma coisa – disse o levantador Sandro, do Sesi.

O time da capital paulista se classificou à semifinal após vencer o São Bernardo em duas partidas, com intervalo de cinco dias. Situação mais tranquila que a do Brasil Kirin. Para avançar, o time comandado por Alexandre Rivettti superou o Kappesberg Canoas duas vezes entre uma sexta-feira e uma segunda-feira.

Se a longa espera pela segunda partida incomoda os atletas, o desgaste devido à falta de descanso tende a ser um problema ainda maior. Com média de idade de 32 anos, o Brasil Kirin pode ser o prejudicado nessa história. A média do Sesi gira em torno dos 28 anos. A possibilidade de lesões é o que mais preocupa.

– Quem ganhar vai ficar louco para fazer o segundo jogo e ir à final, então é ruim. Mas para o perdedor pode ser bom. No caso do intervalo curto, sou contra. Os mais velhos sentem o cansaço – disse o central Vini, do Vôlei Brasil Kirin.

Quem passar irá encarar Sada Cruzeiro ou Vivo/Minas na final. O primeiro vence a série por 1 a 0.

Sesi jamais perdeu do rival em mata-matas

Em busca de vaga na decisão, o Sesi-SP vai enfrentar um adversário que é freguês de carteirinha. Na história, as equipes se enfrentaram quatro vezes em duelos de playoffs de Campeonatos Paulistas e Superligas. E, em todas elas, o time paulistano saiu de quadra vitorioso.

O Sesi conquistou o título estadual em cima do rival nas temporadas 2011, 2012 e 2013. Porém, apenas nas últimas a equipe campineira se chamava Vôlei Brasil Kirin. Nas outras duas, ainda tinha o nome de Medley/Campinas.

No único encontro na competição nacional, o Sesi venceu a série melhor de três das quartas de final em 2010/2011 por 2 a 0.

Na fase de classificação desta temporada , o Sesi venceu as duas partidas, por 3 a 0 e 3 a 2.

– É uma rivalidade que é bacana para o vôlei. Nos conhecemos muito bem depois de tantos duelos – disse Sandro, levantador do Sesi.

Para Marcos Pacheco, esta semifinal terá um sabor especial. Até o ano passado, ele era o comandante da equipe campineira.

Intervalos longos são recorrentes

A espera por partidas decisivas tem sido situação comum na Superliga nos últimos anos. A disputa feminina é a que mais chama a atenção pelos intervalos longos, como o que acontecerá com Sesi e Vôlei Brasil Kirin após o primeiro duelo da semi.

Na final da temporada passada, que terminou com o título da Unilever sobre o Sollys/Nestlé (atual Molico/Osasco), o tempo de espera das atletas entre o último compromisso pela semifinal e a partida que definiu o campeão foi de 23 dias para o time paulista e de 22 dias para a equipe do Rio de Janeiro.

Na edição 2011/2012 do torneio, o campeão Sollys teve de esperar 15 dias para encarar a Unilever na decisão após bater o Usiminas/Minas por 2 a 0 na fase anterior.

FRASES

“Nós, atletas, dependemos muito da televisão. Sabemos que o patrocinador precisa da transmissão, que faz parte do projeto. Temos que encarar essa pausa da melhor maneira possível. Mas sou contra o intervalo de dois dias entre um jogo e outro”

Vini
Central do Vôlei Brasil Kirin

“É ruim, bem complicado ficar dez dias sem jogar. Você perde o ritmo. Mas sabemos que marcaram com esse intervalo também para ter transmissão da televisão”

Sandro
Levantador do Sesi