icons.title signature.placeholder Francisco Loureiro e Marcelo Resende
13/12/2013
11:13

O rebaixamento à Série B do Brasileirão não é o pesadelo imaginado por torcedores de Vasco e Fluminense. Pelo contrário. O momento pode trazer mudanças necessárias e traçar um caminho de sucesso para os clubes.

O Corinthians, rebaixado em 2007, investiu pesado no marketing, repensou despesas e acabou o ano com receitas maiores que as do ano anterior. Em 2007, os paulistas arrecadaram R$ 62,9 milhões (sem contabilizar transferências de atletas), pulando para R$ 90 milhões em 2008 e R$ 151 milhões em 2009.

Rebaixado em 2008, o Vasco já se espelhou no Corinthians. Na ocasião, o presidente Roberto Dinamite procurou o então presidente corintiano Andrés Sanchez para importar a estratégia do Timão para o Gigante da Colina. E funcionou, ao menos no curto prazo, com o clube aumentando a receita bruta de R$ 52 milhões em 2008 para R$ 84,8 milhões em 2009, ano em que jogou a Série B. A receita com patrocínio e publicidade cresceu mais de 300%, alcançando R$ 18 milhões em 2009, ano em que 33 empresas foram licenciadas pelo clube carioca.

DNA VENCEDOR

Mas o caminho para o sucesso na Série B não é uma “receita pronta”, segundo Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing do Corinthians entre 2007 e 2012.

– Cada clube sabe o DNA que tem, e a partir disso deve planejar seu marketing. A Fiel foi a base da nossa campanha no ano da Série B – declarou Rosenberg, ao LANCE!.

As experiências de Vasco e Corinthians mostram que crescer na Série B é possível, mas requer planejamento. Mas, por enquanto, os responsáveis pelo marketing do próprio Vasco e Flu afirmam que ainda não têm planos para 2014.

Bate-Bola

Luis Paulo Rosenberg
vice-presidente de marketing Corinthians em 2008, ao LANCE!

Que dica você daria para os dirigentes de Vasco e Fluminense?
Conselho? Eles são “experts” no assunto! Brincadeiras à parte, a diretoria tem de saber que é hora para fazer mudanças no clube, porque há menos pressão e as polêmicas não repercutem tanto.

E a pressão da torcida?
A pressão é exatamente o passivo emocional que o clube deve explorar nessa hora. Tanto que a receita com bilheteria do Corinthains aumentou em 2008, contrariando as expectativas de muitos.

Além do marketing, como manter as receitas do clube?
Como os jogos de sábado foram quase exclusivos do Timão, não foi difícil manter as receitas de patrocínio e TV, que aumentaram.