icons.title signature.placeholder Caio Carrieri, Fellipe Lucena e Marcio Porto
08/07/2014
08:01

Atuar em todos os minutos de sua seleção numa Copa do Mundo já é por si um grande feito para qualquer jogador. Imagine então na Holanda do técnico Louis van Gaal, cuja principal característica é explorar o grupo ao máximo. O zagueiro Vlaar, o lateral-esquerdo Blind e o atacante Robben podem se orgulhar disso.

Os três são os únicos holandeses que ainda não foram substituídos no Brasil. Estiveram em campo nos 480 minutos que levaram a Holanda a uma das semifinais, nesta quarta-feira, contra a Argentina, em São Paulo.

Foram peças importartes da seleção de Van Gaal, que chega à decisão como a que mais utilizou jogadores no Mundial: 21. Dos 23 convocados, apenas um de linha ainda não entrou em campo: o meia Clasie. O goleiro Vorm também não jogou.

Em comparação com o Brasil, além dos dois goleiros reservas, Felipão ainda não usou o zagueiro Dante e o lateral-esquerdo Maxwell.

Das outras semifinalistas, a que mais se aproxima da Holanda é a Argentina. Alejandro Sabella também explorou bem seu grupo, utilizando 20 dos 23 chamados. Augusto Fernandez é o único de linha que ainda não atuou. Mas os laranjas levam o título de seleção mais versátil por um dos grandes casos desta Copa.


Robben jogou todos os minutos da Holanda na Copa (Foto: Luis Acosta/ AFP)

Nas quartas de final contra a Costa Rica, Van Gaal ousou ao trocar o goleiro titular Cillessen pelo terceiro, Krul, visando à decisão por pênaltis. A substituição aconteceu nos minutos finais da prorrogação e foi responsável pela consagração do reserva: ele pegou dois pênaltis.

Para a decisão desta quarta-feira, o trio holandês poderá seguir intocável, mas um deles virou dúvida para o confronto. O zagueiro Vlaar foi visto no hotel em que a Laranja Mecânica está hospedada com uma proteção no joelho esquerdo. Ele sentiu dores na região no duelo contra a Costa Rica e pode ser substituído pelo zagueiro Janmaat, titular durante a fase de grupos da Copa do Mundo.


Na versatilidade ousada da Holanda, também há destaque para o atacante Kuyt. O experiente jogador, de 35 anos, já atuou como lateral-esquerdo e direito na Copa e desempenhou papel tático importante contra Chile, na primeira fase, e México, nas oitavas, por exemplo.

Os resultados favoráveis, no entanto, não foram suficientes para convencer a imprensa holandesa. Desde o início do Mundial, os jornalistas do país têm criticado Van Gaal pelo estilo mais precavido adotado, em detrimento aos três atacantes a que se acostumaram.

Sinais dos tempos modernos?