icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci
30/11/2014
08:19

O Santos faz nesta domingo, às 17h, contra o Botafogo, na Vila Belmiro, seu último jogo como mandante neste ano. A despedida da torcida acontece em clima melancólico, em meio a um jejum de vitórias que já dura nove partidas e com a equipe sem pretensões na temporada.

Foi em casa, aliás, que o Peixe desperdiçou pontos importantes e se afastou da briga pelo G4. Se perder para o Alvinegro carioca hoje, o Santos igualará o seu pior desempenho como mandante na era dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro, iniciada em 2003. Atualmente, o aproveitamento do time em seus domínios é de 55%, melhor apenas que os de 2009 (52%) e 2005 (54%).

Diante da sua torcida também a equipe perdeu dois dos três clássicos do Nacional, foi eliminada na semifinal da Copa do Brasil e ficou com o vice do Paulistão, tendo sido derrotada pelo Ituano, no Pacaembu.

Ruim dentro de campo, pior fora dele. O Santos está no “G4” dos piores públicos da competição, com média de 9.519 torcedores por jogo, superando apenas Figueirense, Criciúma e Goiás. O quadro só não é mais complicado porque o Peixe vendeu alguns mandos e lotou os estádios nestas partidas, como foi no clássico contra o São Paulo, semana passada, na Arena Pantanal, em Cuiabá.

Neste domingo, novamente a expectativa é de pouco público, mas mesmo assim o técnico Enderson Moreira e o elenco alvinegro dizem encontrar motivação. O grupo alvinegro quer terminar o ano de maneira digna e, depois de mais de um mês, voltar a vencer – o último triunfo foi diante do Palmeiras, dia 19 de outubro.

– Quando perdemos a Copa do Brasil, o astral acabou ali. Mas nossos jogadores estão sendo profissionais, estão se dedicando, estão buscando – disse o treinador.

Para o torcedor santista, mais do que acabar com o jejum ou melhorar o desempenho em casa, o mais importante nesta tarde talvez seja se “vingar” do Bota. Quase 20 anos após a perda do título brasileiro de 1995, o Peixe deve festejar o rebaixamento do rival, que entrou na rodada com chances remotas de sobrevivência. Não é o “adeus” que o sonhado , mas já seria um alento.