icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci e Russel Dias
24/07/2014
12:28

O Conselho Deliberativo do Santos se reúne na noite desta quinta-feira para decidir se os sócios do clube poderão votar a distância na próxima eleição presidencial, prevista para dezembro. Muita polêmica cerca o assunto, com diversos grupos de oposição fazendo campanha contrária à modalidade. Mesmo assim, a expectativa é de que, como a situação tem maioria no Conselho, o voto pela internet seja aprovado.

A estimativa alvinegra é de que a novidade não onere muito os cofres do Peixe. Segundo Paulo Schiff, presidente do Conselho Deliberativo santista, o custo é baixo:

- Calculamos que a eleição deve custar entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, entre urnas, segurança, auditoria... Com o voto pela internet, o preço sobe de R$ 120 mil, por exemplo, para R$ 180 mil. (O preço) Sobe uns R$ 60 mil.

Já Ricardo Campanario, presidente da Comissão Eleitoral, evita falar em preço, mas explica que o custo é baixo.

- Não vou citar um valor, pois temos diversas cotações. Porém, o que posso garantir é que representará uma fatia irrisória do faturamento do clube. Além de tudo, é mais barato o sistema pela internet do que físico - comentou.

Segundo Schiff, atualmente cerca de 33 mil sócios do Santos estão aptos a votar (é preciso ser associado há mais de um ano e estar em dia com as mensalidades). A expectativa é de que menos de 10 mil exerçam o direito:

- Na média histórica, um sexto dos habilitados votam. Assim, estimamos cerca de 7,5 mil votantes. Com a internet, esse número deve subir para 8,2 mil - disse.

O principal argumento dos grupos contrários ao voto a distância é a suposta falta de segurança, fato negado pelos que defendem a modalidade. A polêmica cresceu na última quarta-feira, quando foi denunciada a existência de 6 mil sócios fantasmas no clube.