icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
06/04/2014
10:01

Na era Pelé, Campeonato Paulista era praticamente sinônimo de título do Santos. A hegemonia nasceu em 1955, quando o time superou um jejum de 20 anos sem títulos, e teve sequência até os anos 70. Nesse período, de 16 torneios disputados, o Peixe só perdeu cinco, dois para o São Paulo e três para o Palmeiras, principal rival paulista do time alvinegro.

Depois de anos no ostracismo, com gerações esporádicas de jovens eficientes, como em 1978 e 1984, o século 21 fez o Santos retomar a supremacia perdida. Após os títulos de 2006 e 2007 sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, o Peixe engatou, nos últimos seis anos, seis decisões consecutivas de Paulistão – além disso, esteve em nove de dez finais. Segundo o Centro de Memória e Estatística do Peixe, trata-se de um recorde histórico desde o início do torneio, em 1902.

Até então, essa marca era dividida entre o Peixe e o São Paulo, que atingiu cinco finais consecutivas nos anos 80: 1980, 1981, 1982, 1983 e 1985. A diferença dos anos se explica pelo fato de que, em 1984, o Paulistão foi disputado em pontos corridos e não teve final – naquele ano, foi justamente o alvinegro de Serginho Chulapa o campeão. O Corinthians, duas vezes, também superou o São Paulo.

De todas as finais que atingiu nos últimos anos, em sequência, o Santos foi derrotado em 2009 e 2013, ambas pelo Corinthians. O primeiro vice marcou também a primeira temporada de Neymar como jogador profissional do Peixe. Nos anos seguintes, com a Joia em alta, o Santos não perdeu mais o Paulistão: 2010, 2011 e 2012. Ano passado, quando a transferência para o Barcelona já tirava o foco do principal jogador brasileiro da atualidade, o Santos voltou a ser vice de um Corinthians ainda empolgado pelo título do Mundial.

Neste ano, superado o recorde e pela primeira vez sem Neymar, o Santos tenta aproveitar os números e provar que a hegemonia é uma realidade. Desta vez, o Ituano será responsável por evitar que o Paulistão vire um “Campeonato Santista”.