icons.title signature.placeholder Felippe Rocha
25/07/2014
10:02

Dos milhões de vascaínos, poucos viveram tanto da história do Gigante da Colina como Nelson Sargento. O sambista carioca completa hoje 90 anos, e revela o que gostaria que o clube lhe desse de presente.

– Tem que sair daquela divisão. Tem que subir! Mas o futebol do Rio já foi mais forte. Até times como o Bonsucesso, Olaria, Madureira faziam frente – lembra.

O torcedor ilustre não vai mais aos jogos, mas já acompanhou o time de coração também em partidas longe de São Januário:

– Hoje não vou mais, mas já acompanhei o Vasco em todos os campos de futebol do Rio: contra Canto do Rio, Olaria, Bonsucesso, Madureira, Portuguesa... e em São Januário, claro.

A popularidade conquistada pela força do time cruz-maltino no início do século passado foi determinante para a escolha de Nelson, que fala também das grandes lembranças que tem do clube.

– Sou Vasco desde 1934. Havia duas entidades de futebol no estado e o Vasco foi campeão numa delas (Liga Carioca de Football). Só gritavam o nome do Vasco pela cidade. As grandes lembranças são os campeonatos invictos que ganhamos.

As fases áureas do Vasco fizeram do atual presidente do clube ídolo de Nelson Sargento, que não esquece também de outro ponta de lança vascaíno. Mas lembrando outros grandes nomes, compara o futebol da segunda metade do século XX com o dos dias de hoje:

– Meus ídolos são o Roberto (Dinamite) e o Ademir (de Menezes). Agora, o futebol mudou tanto que, hoje em dia, o Garrincha não jogava! Por que naquele tempo a marcação era individual. Hoje em dia, um pega na bola e três vão em cima. O Garrincha não ia brilhar tanto. E o Pelé?! O Pelé fazia falta e o juiz dava a favor dele.