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30/11/2013
19:06

No futebol, os ídolos se formam na glória, mas também na adversidade. Ciente de que o momento do Fluminense no Campeonato Brasileiro pede sacrifício, o Diego Cavalieri, mesmo tendo sofrido um corte profundo no polegar da mão esquerda, que rendeu sete pontos no início da semana, pouco treinou, mas está confirmado para enfrentar o Atlético-MG neste sábado, na penúltima rodada do Brasileirão. O jogo é de fundamental importância para o Fluminense se distanciar da zona de rebaixamento na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. Acompanhe a transmissão em tempo real pelo LANCE!Net.

Nesta sexta-feira, Cavalieri tentou treinar com bola mas sentiu muita dor. Deixou o gramado das Laranjeiras, foi para o vestiário, voltou mais tarde, mas não pegou mais na bola. A dor, porém, não foi suficiente para tirá-lo do jogo deste sábado. Ele vai para o sacrifício.

A atitude de Diego Cavalieri faz a torcida relembrar o ex-goleiro Castilho, que se tornou ídolo não só pelo que fez embaixo das traves, seja pelo Fluminense ou pela Seleção, mas também pela demonstração de amor pelo clube.

Castilho chegou às Laranjeiras em 1946 e defendeu o Fluminense até 1964, tendo chegado à marca de 699 partidas com a camisa tricolor. É até hoje o jogador com mais partidas pelo clube. Além das defesas com a camisa do Fluminense, Castilho ficou famoso por mandar amputar o dedo mínimo da mão esquerda, que já havia lesionado em cinco ocasiões, para que pudesse retornar mais rápido aos jogos do Tricolor. Duas semanas depois da amputação, ele voltaria a jogar pelo Fluminense.

Castilho também era exímio pegador de pênaltis e acreditava que por ser daltônico, levava vantagem por ver como vermelhas as bolas que eram amarelas. Mas também era prejudicado pelas bolas brancas à noite.

Castilho também esteve presente nas Copas de 1950, 1954, 1958 e 1962 com a Seleção Brasileira. Cavalieri luta para defender a Seleção naquela que poderá ser a sua primeira Copa do Mundo, a de 2014, no Brasil.