icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
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05/07/2013
15:06

Quando Roger Gracie pisar no octógono mais famoso do mundo, neste sábado, para enfrentar Tim Kennedy, pelo UFC 162, que acontece em Las Vegas, a família mais famosa do mundo das lutas estará de volta ao maior evento de MMA do mundo. E, para quem não sabe ou não se lembra, o show foi criado por um membro do clã: Rorion Gracie. O filho mais velho de Hélio Gracie é tio de Roger. Em entrevista ao LANCE!Net, o fundador do Ultimate comentou o retorno dos Gracie para a franquia americana, disse torcer por uma finalização do parente e alertou para o perigo de se representar a família nos moldes atuais de disputa no MMA.

Rorion cresceu com Carlos Gracie, que fez parte da primeira geração da família. Um dos pioneiros na arte de expandir o jiu-jitsu da família no mundo, ele vive nos Estados unidos desde a década de 70. Porém, na infância, cresceu com Reyla Gracie, mãe de Roger.

- Eu cresci com o Tio Carlos e seus filhos, que inclui a mãe do Roger. Porém, quando me mudei para a Califórnia, em 78, com o objetivo de mostrar ao mundo o nosso jiu-jitsu, Roger ainda não era nascido. Portanto, infelizmente não tive convivência com ele, nem com alguns outros membros da familia da sua geracao - lembrou.

Ao ser perguntado se estava feliz ao ver um membro da Família Gracie de volta ao UFC após três anos, Rorion foi claro em sua posição em relação a situação. Ele acredita que a missão inicial do clã, que era expandir o poder do jiu-jitsu brasileiro, já está cumprida.

- Acho que, atualmente, os Gracie tem mais a perder do que a ganhar ao participar dos eventos atuais. Sempre que um Gracie compete, existe uma expectativa muito grande em torno do nome. Se ganhamos, não estamos fazendo mais do que a obrigação. Se perdemos, é por estarmos ultrapassados, quando a realidade é bem diferente! Já provamos o que tinha que ser provado - avaliou.

Roger Gracie devolverá a família mais famosa do mundo das lutas ao UFC (FOTO: Divulgação/Showtime)

Mas, nem por isso Rorion deixará de torcer pelo sucesso do sobrinho. Sem entrar em muitos detalhes, até pelo fato de já ter declarado que não tem o hábito de assistir a lutas de MMA, ele confiar no jiu-jitsu da família.

- Sinceramente, não tenho nenhuma expectativa em relação a estreia dele. Ele, como guerreiro, está indo à luta. Mas, claro que torço por uma finalização - apostou.

Confira um bate-bola com Rorion Gracie
Você acha que o Roger fez certo ao migrar para o MMA após uma carreira fenômenal no jiu-jitsu?
O Roger já demonstrou que é um lutador de jiu-jitsu exepcional. No entanto, é importante esclarecer que o MMA - que significa Mixed Martial Arts (Artes Marciais Misturadas) - tem no jiu-jitsu seu elemento mais importante. Mas, as regras não favorecem o jiu-jitsu, pois estimulam o combate em pé, e limitam a estratégia da luta no chão, prejudicando assim o lutador de jiu-jitsu.

Rorion Gracie é o filho mais velho do lendário Hélio Gracie (FOTO: Reprodução

Você acha que o lutador do jiu-jitsu perdeu um pouco da força com as regras do MMA atual?
A estratégia do jiu-jitsu não tem como funcionar e por isso vemos praticantes de jiu jitsu, com 10, 15, 20 anos de experiência tendo que começar a aprender a dar socos e pontapés para tentar nocautear os adversários em 5 minutos. Ao querer assimilar a cultura do adversário, sem ter a mesma experiência, correm um grande risco de serem nocauteados, o que acontece com frequência.

Você acha que a força do nome da família pode ser erroneamente diminuída?
Quando um Gracie entra no ringue para brigar, hoje em dia, ele está competindo com um outro representante de jiu-jitsu que pode ter melhores condições físicas, ou estar num dia melhor, ou pode até ser aluno de um parente... Isso muitas vezes resulta numa derrota, que frequentemente é mal interpretada, pois não reflete na diminuição dos Gracies, e sim na melhora dos adversários, que direta ou indiretamente, só estão onde estão por causa dos Gracies.

Mande uma mensagem para o Roger...
Nossa família, hoje espalhada por todo o mundo, tem um legado muito importante, que é ajudar o maior número possível de pessoas através do nosso jiu-jitsu, e dos nossos conceitos de uma vida saudável. O Roger vai ter, mais uma vez, a oportunidade de representar o jiu-jitsu dentro do ringue, enquanto eu tenho me empenhado em promover uma nova revolução, que ao meu ver, é ainda mais importante para a humanidade do que o nosso jiu-jitsu: o nosso conceito de saúde. Por isso, lancei o livro "A Dieta Gracie", que é baseado no princípio de combinações alimentares desenvolvidos pelo Tio Carlos, avô do Roger. Ou seja, apesar de batalhas diferentes, estamos juntos na mesma onda, mas cada um na sua prancha!

Quando Roger Gracie pisar no octógono mais famoso do mundo, neste sábado, para enfrentar Tim Kennedy, pelo UFC 162, que acontece em Las Vegas, a família mais famosa do mundo das lutas estará de volta ao maior evento de MMA do mundo. E, para quem não sabe ou não se lembra, o show foi criado por um membro do clã: Rorion Gracie. O filho mais velho de Hélio Gracie é tio de Roger. Em entrevista ao LANCE!Net, o fundador do Ultimate comentou o retorno dos Gracie para a franquia americana, disse torcer por uma finalização do parente e alertou para o perigo de se representar a família nos moldes atuais de disputa no MMA.

Rorion cresceu com Carlos Gracie, que fez parte da primeira geração da família. Um dos pioneiros na arte de expandir o jiu-jitsu da família no mundo, ele vive nos Estados unidos desde a década de 70. Porém, na infância, cresceu com Reyla Gracie, mãe de Roger.

- Eu cresci com o Tio Carlos e seus filhos, que inclui a mãe do Roger. Porém, quando me mudei para a Califórnia, em 78, com o objetivo de mostrar ao mundo o nosso jiu-jitsu, Roger ainda não era nascido. Portanto, infelizmente não tive convivência com ele, nem com alguns outros membros da familia da sua geracao - lembrou.

Ao ser perguntado se estava feliz ao ver um membro da Família Gracie de volta ao UFC após três anos, Rorion foi claro em sua posição em relação a situação. Ele acredita que a missão inicial do clã, que era expandir o poder do jiu-jitsu brasileiro, já está cumprida.

- Acho que, atualmente, os Gracie tem mais a perder do que a ganhar ao participar dos eventos atuais. Sempre que um Gracie compete, existe uma expectativa muito grande em torno do nome. Se ganhamos, não estamos fazendo mais do que a obrigação. Se perdemos, é por estarmos ultrapassados, quando a realidade é bem diferente! Já provamos o que tinha que ser provado - avaliou.

Roger Gracie devolverá a família mais famosa do mundo das lutas ao UFC (FOTO: Divulgação/Showtime)

Mas, nem por isso Rorion deixará de torcer pelo sucesso do sobrinho. Sem entrar em muitos detalhes, até pelo fato de já ter declarado que não tem o hábito de assistir a lutas de MMA, ele confiar no jiu-jitsu da família.

- Sinceramente, não tenho nenhuma expectativa em relação a estreia dele. Ele, como guerreiro, está indo à luta. Mas, claro que torço por uma finalização - apostou.

Confira um bate-bola com Rorion Gracie
Você acha que o Roger fez certo ao migrar para o MMA após uma carreira fenômenal no jiu-jitsu?
O Roger já demonstrou que é um lutador de jiu-jitsu exepcional. No entanto, é importante esclarecer que o MMA - que significa Mixed Martial Arts (Artes Marciais Misturadas) - tem no jiu-jitsu seu elemento mais importante. Mas, as regras não favorecem o jiu-jitsu, pois estimulam o combate em pé, e limitam a estratégia da luta no chão, prejudicando assim o lutador de jiu-jitsu.

Rorion Gracie é o filho mais velho do lendário Hélio Gracie (FOTO: Reprodução

Você acha que o lutador do jiu-jitsu perdeu um pouco da força com as regras do MMA atual?
A estratégia do jiu-jitsu não tem como funcionar e por isso vemos praticantes de jiu jitsu, com 10, 15, 20 anos de experiência tendo que começar a aprender a dar socos e pontapés para tentar nocautear os adversários em 5 minutos. Ao querer assimilar a cultura do adversário, sem ter a mesma experiência, correm um grande risco de serem nocauteados, o que acontece com frequência.

Você acha que a força do nome da família pode ser erroneamente diminuída?
Quando um Gracie entra no ringue para brigar, hoje em dia, ele está competindo com um outro representante de jiu-jitsu que pode ter melhores condições físicas, ou estar num dia melhor, ou pode até ser aluno de um parente... Isso muitas vezes resulta numa derrota, que frequentemente é mal interpretada, pois não reflete na diminuição dos Gracies, e sim na melhora dos adversários, que direta ou indiretamente, só estão onde estão por causa dos Gracies.

Mande uma mensagem para o Roger...
Nossa família, hoje espalhada por todo o mundo, tem um legado muito importante, que é ajudar o maior número possível de pessoas através do nosso jiu-jitsu, e dos nossos conceitos de uma vida saudável. O Roger vai ter, mais uma vez, a oportunidade de representar o jiu-jitsu dentro do ringue, enquanto eu tenho me empenhado em promover uma nova revolução, que ao meu ver, é ainda mais importante para a humanidade do que o nosso jiu-jitsu: o nosso conceito de saúde. Por isso, lancei o livro "A Dieta Gracie", que é baseado no princípio de combinações alimentares desenvolvidos pelo Tio Carlos, avô do Roger. Ou seja, apesar de batalhas diferentes, estamos juntos na mesma onda, mas cada um na sua prancha!