icons.title signature.placeholder Michel Castellar
02/03/2014
19:05

Para não gastar dinheiro público em um evento privado, o Rio decidiu achar um patrocinador para a realização de sua fan fest da Copa do Mundo-2014. Arcar com os custos da instalação, que reúne torcedores para a promoção e exibição dos jogos, é uma obrigação da sede do Mundial.

- No dia dez lançaremos o caderno de encargos, o mesmo modelo usado no carvanal e réveillon. Podem concorrer empresas que já patrocinam a Copa ou qualquer outra que não entre em conflito com as marcas oficiais. Um banco não pode, porque existe uma instituição financeira patrocinadora - disse o secretário Especial de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello.

Durante a segunda noite de desfiles das Escolas de Samba do grupo A do Rio, no Sambódromo, no sábado, Antonio Pedro disse que a modalidade decidida para a escolha do patrocinador permitirá que em um mês o vencedor seja conhecido. E a prefeitura não receberá dinheiro no fim do processo.

- Vamos listar várias obrigações e serviços. A concorrência não é por proposta financeira. A empresa que oferecer o melhor plano para atender ou até superar o que foi relacionado será a vencedora - frisou o secretário especial de Turismo.

A fan fest carioca será instalada na Praia de Copacabana. E, de acordo com Antonio Pedro, a vantagem principal de quem tiver o direito de explorá-la será as diversas maneiras de exibição da marca da empresa.

- Quem ganhar vai ter de colocar na fan fest o nome dos patrocinadores oficiais. Mas poderá fazer inúmeras atividades para promover sua marca. Por exemplo, distribuir brindes. Algo que os outros patrocinadores da Copa não poderão fazer - afirmou Antonio Pedro.

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Uma economia de R$ 10 milhões

A opção por achar um patrocinador para a fan fest fará com que a prefeitura do Rio deixe de gastar entre R$ 10 milhões a R$ 15 milhões, de acordo com o secretário Especial de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello. Mas essas cifras poderão até oscilar para mais ou menos ao término do processo de escolha.

- A concorrência vai listar os serviços. Se uma empresa comprovar que faz por R$ 5 milhões, está certo. Se outra aparecer, comprovar e apresentar um projeto de R$ 30 milhões bem superior ao outro, será a vencedora - frisou Antonio Pedro.

De acordo com o secretário Especial de Turismo, o que determina a vitória de uma empresa é a qualidade dos serviços oferecidos e não o valor da proposta, alta ou baixa. Por isso, no modelo de caderno de encargos, não há fixação de valores.

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Com a palavra

Antonio Pedro Figueira de Mello
Secretário Especial de Turismo

É evento privado, não vamos pôr dinheiro

cidade do Rio ao aceitar ser sede da Copa também aceitou a obrigação de realizar a fan fest. Um evento onde a Fifa ao vender cotas de patrocínio diz a seus patrocinadores que terão suas marcas exibidas nela.

Mas nós não vamos colocar dinheiro público em um evento privado. Até porque, no contrato que assinamos, não diz que a fan fest precisa ser realizada com dinheiro público, pode ser privado também.

E o Rio de Janeiro tem um apelo midiático que é indiscutível algo que, talvez, outras cidades não tenham e dificultem essa captação. Qualquer empresa quer ligar seu nome à cidade por tudo o que ela representa e vamos nos aproveitar desse potencial de atração.

Já recebemos o aval da Fifa e seguiremos o modelo adotado para contratar as empresas responsáveis pelo carnaval de rua e o réveillon. Nesse modelo, não há dinheiro envolvido, mas uma série de tarefas que precisarão ser cumpridas.