icons.title signature.placeholder Bernardo Cruz e Celso de Miranda
20/12/2013
10:03

Ninguém duvida que a Argentina será a maior 'inimiga' durante a Copa do Mundo de 2014. Por outro lado, os hermanos terão companhia no quesito perseguição: a França. Carrasca do Brasil nos últimos três encontros em Mundiais, com direito a vitória na final de 1998, os Bleus estão entalados na garganta da torcida brasileira. No lado francês, pelo menos na visão de Ribéry, não é essa a expectativa para o ano que vem.

O jogador do Bayern de Munique acredita que a França estará preparada e até motivada para enfrentar a pressão que deverá sofrer no Brasil. Além disso, ele destacou a amizade e admiração dos franceses pelos brasileiros e até cogitou uma nova decisão entre os países.

- Os franceses também têm a fama de serem grandes amigos do Brasil, dentro e fora do campo de futebol. Então não acho que essa rivalidade em campo vá prejudicar a França, pelo contrário, acho que servirá de motivação, para termos estádios cheios e uma torcida vibrante. Os franceses são grandes admiradores do futebol dos brasileiros, de Jairzinho, Caju, Sonny Anderson, Raí, Leonardo, Ronaldinho... No qual muitos de nossos craques se inspiraram. E acho que os brasileiros também admiram os jogadores franceses, Zinedine sempre foi muito querido pelos brasileiros. Mas claro que quando entramos em campo, também vamos querer vencer e fazer uma grande Copa no Brasil. Quem sabe não repetimos uma final, Brasil e França? - afirmou.

Desde a aposentadoria de Zidane, após a Copa de 2006, Ribéry acabou assumindo o papel de líder e astro dos Bleus em competições oficiais. Contudo, o jogador do Bayern de Munique, mesmo com 30 anos e duas Copas no currículo, não se vê desta maneira.

- Eu nunca me vi como um líder, um ídolo da seleção. Isso nunca foi importante para mim e isso continua sendo difícil para as pessoas entenderem, que cada um tem um comportamento, um jeito de ser. É claro que eu quero entrar em campo e vence, mas depois de você ouvir tantas críticas, que nem sempre são sobre você, ou sobre sua postura dentro de campo, é complicado. Mas é difícil para as pessoas entenderem como é jogar pela França - analisou.

No que diz respeito ao deslocamento e diferença de clima que a França vai enfrentar durante a primeira fase da Copa (joga no Rio, Salvador e Porto Alegre), Ribéry mostrou tranquilidade. Na visão do meia-atacante, a parte física da seleção francesa será um dos trunfos para um bom desempenho no Grupo E.

- Quanto aos aspectos físicos, acho que esse pode ser um dos pontos fortes da nossa equipe, que tem jogadores jovens e muito forte fisicamente e ao mesmo tempo, com boa experiência internacional, que jogam em diversos times do mundo, acostumados a jogar em diferentes condições de clima. Estou confiante que a seleção pode chegar em boas condições para disputar a competição. Mas, para mim, os favoritos ainda são Brasil, Espanha e Alemanha.