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13/03/2014
16:31

O início abaixo do esperado dos clubes brasileiros na atual edição da Copa Libertadores liga o sinal de alerta para o real domínio do país sobre os adversários sul-americanos. Atlético-MG, Atlético-PR, Botafogo, Cruzeiro, Grêmio e Flamengo somam 27 pontos (em 48 possíveis) nas três primeiras rodadas. Dependendo dos resultados de gaúchos e paranaenses, que jogam nesta quinta-feira, o Brasil pode ter o pior começo na competição desde 2005, quando São Paulo, o próprio Furacão, Santos, Santo André e Palmeiras somaram apenas 24 pontos no mesmo período.

De 2010 a 2013 - anos dos títulos de Internacional, Santos, Corinthians e Atlético-MG, respectivamente - o futebol brasileiro levou, no mínimo, cinco representantes para o torneio. E a maioria caiu nas oitavas de final ou ainda na fase de grupos. Além disso, em apenas duas oportunidades um brasileiro que não levantou a taça chegou às semifinais: em 2010, São Paulo e Inter duelaram. Já em 2012, foi a vez do clássico paulista Corinthians e Santos.

O melhor exemplo que ilustra o ilusório domínio dos brasileiros na Libertadores aconteceu na última edição. Na ocasião, apenas Fluminense e Atlético-MG passaram das oitavas de final. Em 2011, um cenário parecido: Cruzeiro, Fluminense, Grêmio e Internacional foram eliminandos na mesma noite, no dia 4 de maio.

Mesmo com a prioridade clara dos clubes brasileiros para a competição sul-americana e a disputa econômica desleal com os rivais do continente, a maior parte dos muitos representantes tupiniquins não exercem o domínio que os números sugerem. Em valor de mercado, entre as sete equipes mais valiosas desta Copa Libertadores, cinco são brasileiras: Cruzeiro, Atlético-MG, Flamengo, Grêmio e Botafogo.

A maior disparidade está do Grupo 5, em que o campeão brasileiro Cruzeiro - avaliado em R$ 230 milhões - tem valor de mercado que supera em quase R$ 140 milhões os elencos de Universidad de Chile, Defensor e Real Garsilaso, que somados chegam a R$ 192,2 milhões.