icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
25/03/2014
08:00

Junho de 2013 ficou marcado na história do Brasil como o mês em que "o gigante acordou", por conta das manifestações populares. Antes disso, no entanto, algumas insatisfações já haviam sido deflagradas pelo país. Inclusive no futebol, entre os torcedores do Santos. Em abril daquele ano, pouco antes de o povo ir às ruas, centenas de alvinegros escreveram faixas e tiraram fotos avisando: "Esse time não me representa!". Menos de um ano depois, a situação se inverteu.

Muricy Ramalho não resistiu muito tempo como treinador do Santos, o elenco sofreu forte redução no número de peças e a filosofia do "DNA ofensivo" e do aproveitamento de garotos voltou a dar as caras na Vila Belmiro. Sob o comando de Oswaldo de Oliveira, que valoriza a escalação de jovens e tem colhido os resultados em campo, o Santos foi o melhor time da primeira fase do Campeonato Paulista, e chega com moral no mata-mata.

– Não tem segredo. É só a continuidade do trabalho de um time que contrata boas peças experientes e investe nos meninos. Eu é que tenho sorte de estar aqui – disse Oswaldo, logo após os 2 a 1 sobre o Palmeiras, quando escalou o Santos misto e, ainda assim, venceu.

Só na primeira fase do Campeonato Paulista desse ano (que teve quatro jogos a menos em relação ao ano passado), o ofensivo Peixe anotou 39 gols – mesmo número de todo o campeonato de 2013, com Muricy, quando o Peixe acabou como vice-campeão. E essa campanha sem contar com Neymar, que no Estadual passado vivia seus últimos dias no clube.

O blog da campanha "Esse time não me representa" não é atualizado há sete meses. E, por enquanto, nem precisa. Sem futebol burocrático e com ataque solidário, este Santos está representando.