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01/07/2014
18:33

O julgamento do atleta paralímpico Oscar Pistorius, em Pretória, teve sequência nesta terça-feira. Um dia após a divulgação de que o sul-africano não sofria de distúrbios mentais quando matou a modelo Reeva Steenkamp, os promotores debateram se os vizinhos teriam ouvido os gritos da namorada no momento dos disparos, o que seria um forte indício de que o crime teria sido causado intencionalmente após uma discussão.

A defesa de Pistorius insiste que o atleta teria atirado através de uma porta do banheiro fechada, após confundir Reeva com um intruso. E que os gritos teriam sido do próprio sul-africano.

Mas, de acordo com o promotor Gerrie Nel, uma série de testes conduzidos pelo engenheiro e especialista em acústica Ivan Lin mostrou que o assassinato foi premeditado, uma vez que os vizinhos estariam a uma distância de 177 metros de Pistorius e, portanto, poderiam diferenciar a voz de um homem da de uma mulher.

Na segunda, o perito havia dito que seria improvável que se detectasse a procedência dos gritos. Mas Nel afirmou que Lin deixou de fazer as estimativas corretamente e disse que ele não levou em conta fatores que teriam possibilitado aos vizinhos ouvirem claramente os gritos de Steenkamp.

– Temos quatro pessoas que identificaram o som da voz de uma mulher. Não temos exceções – disse Nel.

Depois, a defesa chamou o agente Pete Van Zyl para testemunhar oralmente a respeito do comportamento de Pistorius. Segundo ele, o atleta tinha uma preocupação grande com sua segurança pessoal.

– Lembro apenas de duas situações específicas em que Pistorius perdeu a paciência. Não o chamaria de agressivo – disse.

Até a semana que vem, todas as evidências deverão ter sido apresentadas. Pistorius pode pegar até 25 anos de prisão se for declarado culpado.