icons.title signature.placeholder Vitor Pimenta
26/06/2014
08:39

Foram 11 anos vestindo a camisa do Fluminense. Cinco como profissional. Mas no fim de 2013, a carreira do zagueiro Digão ganhou um novo capítulo, o primeiro fora das Laranjeiras. O jogador recebeu uma proposta do Al-Hial (SAU) e se transferiu para o mundo árabe, onde voltou a ser companheiro de Thiago Neves, amigo desde os tempos de Tricolor. Seis meses após a escolha e de férias no Brasil, Digão atendeu a reportagem do LANCE!Net em sua casa e afirmou não estar arrependido de sua escolha por deixar o Flu.

- Está sendo muito bom. É uma experiência fantástica que eu estou tendo de jogar em um lugar a cultura é totalmente diferente. Está sendo bastante válida para mim, estou aprendendo muita coisa. Estou aproveitando bastante essa oportunidade e espero ficar bastante tempo na Arábia e não me arrependo de ter saído do Fluminense - afirmou o zagueiro.

Apesar da declaração, engana-se quem pensa que Digão deixou o Fluminense magoado, pelo contrário. Ao falar sobre o ex-clube, o jogador relembra com muito carinho e não esconde quando quiser voltar ao Brasil - mas isso só daqui a três anos, pelo menos, segundo o próprio - o Tricolor seria sua primeira opção.


De férias, o jogador visitou ex-companheiros de Flu (Foto: Moyses Ferman/Fotos Flu)

- Querendo ou não, tenho uma história muito bonita do Fluminense. São 11 anos no clube, sendo cinco no profissional. Ganhei títulos importantes e sempre é difícil para um cara que vem da base se firmar no time de cima como aconteceu comigo porque tem patrocinador forte, é time grande, torcida cobra mais.. Dos que começaram comigo, poucos conseguiram se firmar. Mas chega um momento que você pensa em sair, respirar novos ares. É claro que o Fluminense é um clube muito importante para mim, é um clube que aprendi a gostar muito e sempre acompanho, mesmo de longe. Fico chateado por ter saído por ter muitos amigos, a família é tricolor, mas sabemos que a vida de jogador de futebol é assim mesmo. Espero um dia voltar ao Fluminense - afirmou.

Confira o bate-papo de Digão com o LANCE!Net, na íntegra:

Os resultados ruins do Fluminense em 2013 influenciaram na sua opção por deixar o clube?
Influencia sim. Querendo ou não, houve um rebaixamento e depois teve aquela questão toda do tribunal. Isso dificulta um pouco porque o time não foi bem. Em 2012 fomos campeões e a base foi mantida. Mas veio o ano seguinte e os resultados não vieram, é claro que vão haver mudanças, futebol é assim. Não ia sair, mas pintou essa proposta e não pensei duas vezes. Tinha mais dois anos de contrato e saí, mas estou feliz.

Como está sendo essa primeira experiência fora do Brasil?
Particularmente gostei bastante. Não tive nenhuma lesão, fiquei fora de um jogo só por opção do treinador que optou por poupar os titulares. Foi uma adaptação muito rápida, não tive pré-temporada e cheguei lá com quatro dias de treino pedi ao treinador para jogar e ganhei a confiança dele logo de cara. Foi muito válida e espero voltar ainda melhor para a próxima temporada e conquistar os títulos que faltaram nesse último ano.


Bem adaptado ao futebol árabe, Digão não pensa em retornar ao Brasil (Foto: Divulgação)

E como é a cobrança no Al-Hilal? É menor do que dos times grandes no Brasil?
A cobrança é grande, viu?! (risos) Antes de ir não tinha muito conhecimento sobre o futebol de lá, muitos diziam que o nível do futebol era fraco e cheguei lá mudei totalmente de pensamento. Os jogo são muito competitivos e a cobrança é a mesma de time grande do Brasil. Quando perde jogo os príncipes vão no vestiário cobrar porque eles investem bastante e querem ver o resultado. Como joguei muito ano no Fluminense, estou acostumado a essa pressão.

Mesmo de longe, segue acompanhando o Fluminense?
Claro. Assistimos os jogos sempre juntos, aproveitamos para fazer um churrasco também. Fiz muitos amigos no Fluminense e falo com eles até hoje. O Gum, o Jean, todo o pessoal da defesa, o Elivélton também, somos muito amigos até hoje. Sempre vou estar torcendo por eles, para que o Fluminense ganhe outro título do Brasileirão.