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17/06/2014
12:18

Real Madrid e Barcelona, indiretamente, podem estar ligados à polêmica que se instalou com a escolha do Qatar como sede da Copa do Mundo de 2022. De acordo com a revista "France Football", os presidentes dos dois times na época da eleição ajudaram o país do Oriente Médio a angariar votos para sua candidatura, algo ilegal no âmbito da Fifa.

Qatar e Espanha se reuniram e resolveram trocar apoio, já que os espanhóis tinham uma candidatura em conjunto com Portugal para a Copa de 2018. Os qataris apoiariam os ibéricos que, por sua vez, apoiariam os qataris, em uma troca de votos proibida. Além disso, o então presidente do Barcelona, Sandro Rosell, usaria sua amizade com o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira para angariar votos na América do Sul.

Para Rosell era importante que o Qatar fosse eleito sede da Copa, pois em 2008 ele fez acordos, através da sua empresa (a Bonus Sports Marketing) com a Aspire Academy, que se define como uma fundação pública qatari. Dois anos depois, a boa relação com empresas do Qatar fez com que o Barcelona tivesse seu primeiro patrocínio na camisa pago pela Qatar Foundation.

Florentino Pérez, por sua vez, teria entrado no lobby a favor do Qatar por interesses pessoais, já que tem participação importante em empresas com interesses no país e a Copa do Mundo por lá valorizaria suas ações.