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12/11/2014
16:37

Com o caso Héverton (escalado irregularmente pela Portuguesa no ano passado, na última rodada do Brasileirão) vindo à tona novamente, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, pronunciou-se à CBN sobre as investigações em andamento do Ministério Público, que alega que ex-integrantes da diretoria da Lusa receberam dinheiro para que o atleta atuasse.

- Para o Fluminense seria maravilhoso que se apurasse, em definitivo, qualquer tipo de investigação, pois ajudaria muito a esclarecer o caso. Acabaria de uma vez por todas com a situação criada, pois um dos maiores prejudicados foi o Fluminense. Se o primeiro, em termos de imagem foi a Portuguesa, o segundo mais prejudicado, sem dúvida, foi o Flu. Fomos atacados injustamente, em redes sociais e por alguns poucos jornalistas que faltaram com a verdade e criaram uma suspeição totalmente inadmissível - afirmou.

Para permanecer na 1ª Divisão, o Tricolor precisava de uma combinação de resultados, conforme o mandatário comentou para desqualificar qualquer suspeita sobre um possível envolvimento do clube no caso.

- Na rodada anterior, o Fluminense precisava de uma combinação de resultados, envolvia Coritiba, Vasco. Certamente, era impossível para o Fluminense, imagina, ter que fazer um acordo com vários clubes ao mesmo tempo. Primeiro, tínhamos que ganhar do Bahia, o Coritiba não poderia ganhar do São Paulo e o Vasco não poderia ganhar do Atlético-PR. É uma coisa completamente sem pé, nem cabeça em relação ao Fluminense. Se houve alguma conduta criminosa, para nós seria fantástico o esclarecimento. Estávamos preparados para jogar a Segunda Divisão, temos um departamento organizado de acompanhamento da condição de jogo de cada atleta. E, por isso cumprimos a regra. Se outros não cumprem, certamente têm de ser punidos, não importa se é grande, pequeno, nem a história do clubes. Apoiamos o cumprimento da regra e a investigação - disse.

O presidente Peter Siemsen também descartou qualquer possibilidade de participação da patrocinadora do clube, a Unimed, nessa situação. Para isso, citou o estado emocional do presidente da empresa, Celso Barros, no dia da eliminação:

- Claro que coloco a mão no fogo (pela Unimed). Se vocês vissem o estado psicológico do Celso depois do rebaixamento, vocês (jornalistas) iriam ficar impressionados. Foi de um abatimento, um negócio assim….Tive dificuldades de falar com ele no período, dado que, realmente, ficou mais abatido do que eu. Comecei a pensar em segunda divisão, promovi mudanças internas no clube, reavaliação de elenco . Dei uma entrevista, inclusive, já preparando o ano. Tomei até a decisão de trocar o diretor executivo à época e, certamente, não teria trocado se não tivesse ocorrido daquela maneira. Foi difícil conversar com o Celso naquele período. Ele ficou extremamente abatido, decepcionado e eu entendo, pois o investimento dele era grande.

A escalação de Héverton manteve o Flamengo na 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro, já que o Rubro-Negro, uma rodada antes, havia escalado o lateral-esquerdo André Santos também irregularmente. O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) aguarda as investigações finais do Ministério Público de São Paulo para saber se faz ou não novas denúncias.