icons.title signature.placeholder Felipe Mendes
03/07/2014
15:01

A prefeitura do Rio de Janeiro iniciou nesta quinta-feira a obra mais atrasada para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016: a do Complexo Esportivo de Deodoro. Palco de 11 modalidades olímpicas e quatro paralímpicas, o complexo enfrentou problemas depois que a responsabilidade por construir as novas instalações, além de reformar as já existentes, mudou de mãos. Depois de passar pelo governo federal e estadual, a prefeitura assumiu a obra em novembro de 2013.

- Estamos iniciando a última coisa que faltava na Olimpíada. Tínhamos um desafio em Deodoro, que gerou um certo grau de desgaste na imagem da Olimpíada nos últimos meses. A obra estava atrasada, mas agora conseguimos recuperar o tempo perdido. O prazo agora é viável. Nosso compromisso com o Comitê Olímpico Internacional (COI) era começar essas obras em agosto ou setembro. Estamos começando antes. Todas as obras estão no prazo - afirmou o prefeito Eduardo Paes.

As obras iniciadas nesta quinta-feira dizem respeito ao Parque Radical, localizado na região Norte do complexo esportivo. No parque estão o Estádio de Canoagem Slalom, a pista de Mountain Bike e a pista de BMX. A região ainda inclui o já existente Centro Nacional de Tiro Esportivo, além das futuras Arena de Rúgbi e Combinado do Pentatlo Moderno, a Arena Deodoro (esgrima do pentatlo e preliminares do basquete feminino), o Centro de Hóquei sobre Grama e a piscina do pentatlo. O consórcio Complexo Deodoro, formado pelas construtoras Queiroz Galvão e OAS, é o responsável pelas obras, orçadas em R$ 643.707.225,70.

A primeira fase das obras abrangerá as áreas comuns e de circulação do Parque Radical e edificações de apoio, com intervenções de infraestrutura, preparo de canteiros e limpeza do terreno. Na sequência, serão iniciadas as intervenções da Arena Deodoro e a reforma do Centro de Tiro.

Na região sul, as obras estão previstas para começarem em agosto. Sob responsabilidade do Consórcio IBEG Engenharia e Construções Ltda ao custo de R$ 157.132.192,92, engloba o já existente Centro Nacional de Hipismo, onde serão realizada as competições equestres de cross country, saltos e adestramento e onde também serão construídas a nova clínica veterinária e a vila dos tratadores.

Os recursos dos projetos virão do Ministério do Esporte. A previsão é a de que as obras estejam concluídas no primeiro semestre de 2016.