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20/06/2014
18:26

Autoridades dos órgãos de segurança envolvidos nos jogos do Maracanã tiveram nesta sexta-feira uma reunião para debater os problemas de blindagem do estádio, que já foi alvo de invasão de torcedores nos dois jogos da Copa do Mundo ocorridos no Rio até aqui.

Os chefes reconheceram a necessidade de ajustes, mas ainda não consideram a situação alarmante. Dessa forma, admitiram que não têm condições de impedir que torcedores sem ingressos se aproximem do estádio antes das partidas, o que foi um dos motivos para permitir a invasão de argentinos e chilenos.

- Não existe área de interdição total para além do perímetro externo. Temos o perímetro de segurança pública, que é fora do portão do estádio, e nele não há a obrigatoriedade legal de impedir que uma pessoa sem ingresso chegue perto do estádio. Na Copa das Confederações, isso aconteceu mais por causa do cenário de manifestações - explicou Roberto Alzir, Subsecretário Extraordinário de Grandes Eventos do Rio, que não considera a situação atual tão grave quanto a de 2013:

- Houve falhas pontuais. Por enquanto, a situação é de normalidade. Estamos com a medida inicial de ataque a essas vulnerabilidades. Esperamos que surta efeito e o torcedor continue aproveitando.

O efetivo de seguranças privados, no interior do estádio, vai continuar o mesmo. Mas, no lado de fora, o horário de fechamento integral do trânsito foi antecipado para seis horas antes de partida e a polícia prometeu mais agentes para os próximos jogos.

- Haverá um isolamento mais sensível no acesso ao Maracanã. Vamos fazer um reforço no entorno de 600 policiais militares. São 18 pontos de bloqueio e vão continuar no mesmo local. Cada ponto específico tem uma distância diferente. Estamos orientando ainda mais os policiais para fazer a fiscalização dos ingressos - disse o coronel José Luis Castro, comandante-geral da Polícia Militar, explicando que haverá maior atenção em caso de invasão:

- A PM continua como contingência. Estamos querendo criar mais uma linha de controle e reforçarmos também com mais uma linha de PMs. Caso haja uma tentativa de invasão, nós teremos um plano de contingência.

CHILENOS

Mesmo após ver as imagens do circuito de TV do estádio, o COL ainda não sabe precisar quantos chilenos efetivamente invadiram o estádio na quarta-feira.

- As imagens mostram. Temos um número de 87 detidos. Muitas depois da operação e voltaram. Há os que entraram dentro do estádio e foram retirados, até mesmo sentados na arquibancada - explicou o chefe de segurança do COL, Hilário Medeiros.

Os invasores receberam a ordem de deixar o país em até 72 horas. Mas foram liberados e não há um acompanhamento individual deles, cujo prazo termina à 0h de domingo.

- A partir das 72 horas, eles são passíveis de deportação, é claro que se alcançados pela fiscalização. Mas não há um acompanhamento pessoal dos torcedores. A conduta foi indevida, mas não chega a um nível de precisar de acompanhamento. A partir de 72 horas, eles se tornam ilegais - explicou Alzir.