icons.title signature.placeholder Joana Bueno
28/11/2014
08:37

Nascido na Polônia, mas criado na Alemanha, para onde se mudou aos dois anos de idade, Podolski “surgiu” para o futebol em 2006, quando ganhou o prêmio de melhor jogador jovem na Copa de 2006, na própria Alemanha. Aquele time terminou o Mundial no terceiro lugar, mas ajudou a formar a base que conquistaria o tetra no Brasil oito anos depois.

Com a reformulação da Nationalmannschaft e o surgimento de inúmeros novos talentos germânicos, Podolski perdeu espaço no time principal, mas é titular absoluto quando se fala de carisma.

Na Copa-2014, o atacante alemão conquistou os fãs brasileiros ao publicar nas redes sociais inúmeras fotos descontraídas – inclusive com a camisa do Flamengo – e com legendas em português. Na concentração da Alemanha em Santa Cruz Cabrália (BA), Podolski aproveitou para jogar capoeira, passear de barco e nas praias, conhecer uma tribo indígena e visitar uma escola pública numa pequena vila de pescadores, o que, segundo ele, foi muito importante para os jogadores e a comissão técnica alemã.

Em entrevista ao LANCE!Net desde Vigo (ESP), onde estava concentrado para o amistoso contra a Espanha, no último dia 18, o tetracampeão mundial falou sobre o carinho recebido pelos torcedores no Brasil e a goleada sobre a Seleção canarinho na semifinal.

Os jogadores da seleção alemã pareciam bem à vontade no Brasil durante a Copa, aproveitando um clima de descontração e conhecendo o país, ao mesmo tempo que estavam um pouco mais isolados que as outras equipes. Como esse ambiente contribuiu para a conquista da Copa do Mundo?

Se você conquista a Copa do Mundo, eu diria que você provavelmente fez várias coisas certas. Nossa base de treinamento no Campo Bahia foi simplesmente maravilhosa, foi definitivamente a decisão certa. Também é verdade que jogamos no Rio de Janeiro, em Salvador e no Recife, e não conseguimos ver muito dessas cidades. Mas esse não era o nosso objetivo. Nosso objetivo era ganhar a Copa do Mundo. O Brasil é um país maravilhoso, com pessoas maravilhosas, e espero que eu tenha a oportunidade de viajar ao país novamente.

Você, em particular, aprecia muito à vontade no Brasil. O que você pode dizer sobre a sua experiência aqui, o país e as pessoas?

Bem, para falar de algo específico, eu e alguns outros jogadores visitamos umas crianças numa escola em Santo André, uma pequena vila de pescadores bem perto da nossa base de treinamento. Foi uma tarde muito especial, nós, jogadores, gostamos muito da experiência, e eu acho que as crianças também. No fim, batemos bola no pátio da escola. Às vezes há críticas de que visitas como essa são apenas relações públicas, ações de marketing. Mas não funciona assim. Nós visitamos essas crianças porque quisemos e vimos os benefícios de um evento assim.