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27/11/2014
15:38

Jobson obteve uma vitória importante nesta quinta-feira. Em julgamento realizado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Pleno da entidade, em decisão unânime, manteve o atacante do Botafogo com condições de jogo até que o Comitê Disciplinar da Fifa se manifeste sobre a punição sofrida por ele na Arábia Saudita. A entidade acatou a Medida Inominada expedida pelo Botafogo em favor do jogador.

O hoje camisa 10 do Botafogo foi punido com oito anos de suspensão por não ter feito, em abril deste ano, um exame antidoping quando defendia o Al-Ittihad, da Arábia Saudita. A Wada (Agência Mundial Antidoping) comunicou o fato à ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem), que, por sua vez, entrou em contato com a CBF e o Botafogo, alertando sobre a impossibilidade de o atacante não poder entrar em campo pelo clube carioca.

Para poder reestrear com a camisa do Botafogo, Jobson contou com uma liminar de Caio Rocha, presidente do STJD, concedida no dia 15 de outubro. Para manter a liminar, o Botafogo entrou com a Medida Inominada que acabou acatada. O julgamento contou com a presença de um representante da ABCD, de André Alves, advogado do Botafogo, e Marcos Motta, advogado do atacante. O clube trabalha com a ideia de que a punição precisa ser cumprida na Arábia Saudita.

William Figueiredo de Oliveira, subprocurador geral do STJD, entendeu a posição do Botafogo ao explicar a compreensão da Procuradoria sobre o caso.

- A Justiça Desportiva da Arábia Saudita não se cercou em comunicar a entidade internacional da decisão para que o resultado fosse transmitido e estendido aos demais países. Não houve esse requerimento de extensão e nesse sentido a Procuradoria se alinha ao pensamento do Botafogo para manter a decisão dessa corte - destacou.

O entendimento foi acompanhando pelos auditores que, de forma unânime, acartaram o pedido do Botafogo. O auditor relator do processo, Ronaldo Botelho Piacenti, fez constar nos autos que, caso a Fifa acate a punição da Arábia Saudita e a amplie para o Brasil, a Medida Inominada será invalidada. Segundo Marcos Motta, advogado do jogador, não há um prazo para que a Fifa se pronuncie. A entidade máxima do futebol ainda não recebeu todas as informações sobre o caso do jogador.