icons.title signature.placeholder Felipe Domingues, Guilherme Cardoso e Luis Fernando Ramos
06/11/2014
14:27

Aos 22 anos de idade, Felipe Nasr é o mais novo piloto da Fórmula 1. A categoria máxima do automobilismo, que já recebeu 30 brasileiros, terá mais um na temporada 2015. Neste ano, Nasr foi piloto de testes da Williams e, agora, será titular na Sauber.

A equipe suíça já revelou grandes pilotos, como Felipe Massa, Kimi Raikkonen e Nick Heidfeld. Agora, recebe em seu plantel um jovem que disputou a GP2 nos últimos três anos, sendo que nesta temporada, é o atual vice-líder da categoria de acesso à F-1.

Estrela, sorte, patrocínio, merecimento. Todos esses possíveis "motivos" são ventilados ao comentarem a razão do ingresso de Nasr na Fórmula 1. Porém, desde a temporada 2010 o Brasil não tem um jovem piloto na categoria (quando Lucas di Grassi e Bruno Senna entraram na F-1), além de não ter dois pilotos desde 2012 (Felipe Massa e Bruno Senna).

Confira os comentários dos pilotos sobre a "nova casa" de Nasr:

Felipe Massa - Piloto da Williams:

"Voltamos juntos dos Estados Unidos para cá. Fiquei supreso porque ele não me contou nada, e surgiu o anúncio no fim do dia. Fico feliz por ele entrar na Fórmula 1, na mesma equipe que eu comecei. Fico muito feliz, ele é uma grande pessoa, um grande piloto, e é importante ter a possibilidade de entrar. Espero o melhor para ele, que seja importante para o Brasil também, para continuarmos investindo nos pilotos jovens, tentando melhorar e mudar o automobilismo brasileiro, que está completamente desorganizado e precisa disso. Precisa melhorar, para que o que está acontecendo hoje, um jovem brasileiro na Fórmula 1, não seja o último, para que possamos ter o automobilismo brasileiro muito forte, como já tivemos a muitos anos."

Luis Razia - Piloto da Indy Lights, já correu na GP2:

"Ele ganhou a categoria BMW, que é uma categoria escola, depois foi campeão da Fórmula 3 em dois anos, e pulou para a GP2, que foi um salto bem grande. Ficou três anos na GP2 e mostrou resultado em todos os anos. Nesse ano ele venceu quatro corridas, mesmo número que eu quando eu fui vice-campeão. Então ele, por resultados, mereceu, mas obviamente o patrocínio ajudou a ganhar a vaga. Ele teve sorte, porque as equipes estão com dificuldades nesses últimos dois anos. Ele teve o tempo certo. Alguns pilotos tem de ter estrela para conseguir o que querem, ele teve e merece estar onde está."