icons.title signature.placeholder Alexandre Araújo, Guto Mariano e João Matheus Ferreira
06/04/2014
14:10

São vários os jogadores que fazem parte da história do clássico entre Vasco e Flamengo. Mas Edmundo é um caso à parte – assim como o próprio define a rivalidade entre os dois times. Polêmico, autêntico e vascaíno assumido, ele conversou com a reportagem do LANCE! e deixou clara a torcida pelo Cruz-Maltino na decisão de hoje.

Aos 43 anos, Edmundo já parou de jogar há seis, mas admite que, quando se trata do Clássico dos Milhões, dá até vontade de entrar em campo para tentar acabar com o estigma de vice que o Vasco carrega por não vencer o rival em uma decisão desde 1988.

Mas como não pode jogar, o hoje comentarista da TV Bandeirantes arrisca um palpite para a final do Campeonato Carioca:

- Olha, acho que o Vasco vai vencer por 2 a 0 no primeiro jogo e o segundo vai ser empate (risos).

Qual a primeira coisa que vem à cabeça quando se fala deste clássico?
É um campeonato à parte. Por ser uma final de estadual, acirra ainda mais a rivalidade. Eu lembro que me preparava bastante, me dedicava muito. Mas só tenho lembranças do clássico com a camisa do Vasco. Acho que só joguei uma vez defendendo o Flamengo.

Como vascaíno, lhe incomodava ver o Vasco tanto tempo longe da final?
Os jogadores têm que ter a consciência do quanto importante é essa decisão. Claro que eu não gosto de ver meu time tantos anos sem título, mas agora é a hora de esquecer essas coisas ruins e buscar essa grande conquista. Pelo momento atual do Vasco, pode ser um divisor de águas. O primeiro campeão do Maracanã foi o Vasco e isso tem de ser levado em conta. E agora o time tem a possibilidade de vencer e voltar aos momentos de glória e grandeza.

Qual clássico foi o mais marcante para você?
Todos os jogos que fiz pelo Vasco, independentemente se foram contra o Flamengo ou não, me emocionaram bastante. Mas, sem dúvida nenhuma, escolheria o emblemático 4 a 1 em 1997 (fase final do Campeonato Brasileiro). Não tenho dúvida de que este jogo está na cabeça do torcedor vascaíno até os dias de hoje.

Pode-se dizer que você era um torcedor dentro de campo?
Vascaíno eu serei sempre e incondicionalmente. Não depende da ocasião. Sou fervoroso, mas realmente  sempre me preparei melhor para esses jogos contra o Flamengo, pois marcam a carreira. Se eu pudesse dar um conselho, pediria para que jogassem com o máximo de amor e carinho, pois depois eles vão ver os frutos que serão colhidos.

E as declarações polêmicas? Faria novamente?
Sinceramente, estamos vivendo em um momento de politicamente correto. Um momento chatão! A liberdade de expressão que tínhamos antes já não existe mais. Eu diria que, hoje, pensaria mais para falar algumas coisas. Mas o que eu disse na época foi o que eu achava. Faz parte do momento. Hoje, eu não faria algumas coisas, até pela posição que  ocupo. Até porque comento jogos do Flamengo e respeito muito a instituição centenária que é o clube.

Os presidentes de cada clube naquela época ajudavam a acirrar ainda mais a rivalidade?
É muito bom quando se tem representatividade fora do campo. Era uma época em que tanto o Vasco como o Flamengo estavam muito bem representados. Havia uma rivalidade grande entre Flamengo e Fluminense, mas o Eurico mudou isso. Acho isso legal, cara. Ele tem o mérito dele, pois é um personagem forte. Claro que a grandeza dos times ajuda, mas temos de ressaltar essas
figuras emblemáticas, sim.