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11/04/2014
10:57

Do quadrado de ataque titular em boa parte do Paulistão pelo Santos, Leandro Damião, o mais badalado, é aquele com menos gols. Contratado por R$ 42 milhões, o camisa 9 disputou 12 jogos pelo time, e marcou cinco vezes.

Geuvânio e Gabriel (sete gols cada um) e Thiago Ribeiro (seis) tem números melhores, sendo que o volante Cícero é o principal favorito na briga pela artilharia do torneio. Ele fez oito gols, e está um atrás do trio goleador, já fora do Estadual: Léo Costa (Rio Claro), Luis Fabiano e Alan Kardec, com nove gols.

Apesar de toda a expectativa que o cerca, Damião demonstra não se sentir pressionado. Segundo ele, não há problema passar mais uma partida em branco, caso o Peixe consiga reverter a derrota na primeira final para o Ituano e termine como campeão paulista.

– Qualquer atacante sonha com gols, em sempre estar marcando, ajudando à equipe. Mas eu sou um cara de grupo. Estou feliz por jogar a final, independentemente de quem fizer o gol. A gente conseguir o título é o mais importante. Mesmo se for com dois gols do Aranha – resumiu.

A divisão de gols no Peixe é uma característica do time durante a competição. Os 46 gols marcados em 18 partidas no Estadual foram feitos por 14 jogadores diferentes do time.

Ainda buscando a melhor sintonia, a contratação mais cara de um clube brasileiro aparenta lidar bem com a cobrança. Sem ter se destacado neste início de passagem pelo Santos, o jogador perdeu boas chances na primeira decisão, mas relevou qualquer reclamação e preferiu fazer elogios ao projeto do clube.

– (Cobrança) Terá em qualquer lugar, independentemente de valor. Tive muitas oportunidades na carreira de jogar em outro país, mas o Santos me mostrou um projeto muito bom. Começamos bem o Paulista. Não vamos desmerecer o Ituano, mas sabemos que é importante.

Bate-bola: Leandro Damião, em entrevista coletiva, ontem

O que aconteceu no domingo?
Nosso time foi diferente naquele jogo, todo mundo viu, até a torcida. Não foi falta vontade. Todo mundo estava querendo. Do jeito que o Ituano chegou, deixamos eles jogarem. Em nenhum momento conseguimos recuperar.

Nestes últimos dias houve alguma conversa com o Oswaldo?
Conversa vai ter sempre, o Oswaldo é um cara que conversa bastante. Sabe falar, sabe o que o grupo precisa neste momento.

Você tem algum ritual para estes jogos decisivos?
Sempre que tem a final eu levo meu pai, que é meu amuleto, com certeza vai estar neste domingo. Todo título que tive no Inter ele esteve junto. Na Seleção também, contra a Argentina. Espero poder levantar mais uma taça, respeitando o Ituano.

Como considera ter sido sua evolução desde que chegou?
Estou trabalhando cada dia mais, tenho melhorado bastante, me adaptado ao time. Tem jogadores rápidos para tabelar comigo. Quero dar sequência.