icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes, Maurício Oliveira e Thiago Salata
09/07/2014
09:04

A goleada história da Alemanha sobre o Brasil, no Mineirão, evidenciaram as fragilidades técnica e tática mostradas pelo time ao longo da Copa e sepultaram de vez o discurso otimista exalado pela comissão técnica antes do início do Mundial.

No dia em que o grupo se apresentou na Granja Comary, no dia 26 de maio, o coordenador técnico, Carlos Alberto Parreira, fez questão de repetir discursos anteriores do técnico Luiz Felipe Scolari sobre o favoritismo do Brasil.

- ( Em 1950), sem dúvida alguma, o fora de campo não ajudou. E quando se trata de Seleção a primeira coisa que precisa ser feita é ganhar fora de campo. E isso envolve muitas coisas como logística, relacionamento com imprensa e com o torcedor... Quando se ganha fora de campo, já se coloca uma mão na taça. E estamos com uma mão na taça - disse Parreira na época.

Parreira dizia que a confiança da Seleção não era um menosprezo aos adversários e tentou se basear em alguns elementos para justificar o fato:

- Se falássemos para vocês que não teríamos confiança de ganhar a Copa no Brasil, como seria? Confiamos nesses jogadores. É só olhar o time. Temos a zaga mais cara do mundo. Esse time é muito bom, com qualidade, respeitado no futebol internacional. Retratamos aquilo que sentimos. Não temos obrigação de ganhar, mas somos favoritos -
defendeu.

O tal favoritismo, porém, começou a pesar de maneira desfavorável ao Brasil no decorrer dos jogos. Sem convencer dentro de campo, a equipe passou a ser cobrada pela imprensa. Depois da classificação nos pênaltis contra o Chile, veio à tona a questão emocional do grupo e Felipão recorreu a uma conversa reservada com alguns amigos jornalistas para pedir apoio.

O fato de não saber lidar com a pressão colocada pela própria comissão acabou, de certa forma, sendo minimizado depois da vitória sobre a Colômbia e o corte de Neymar.

A ausência do camisa 10 até uma eventual final na Copa, então, passou a ser usado como um fator de incentivo para mascarar também o futebol pobre do Brasil, que enfrentaria, na semifinal, uma seleção também apontada no início como favorita.