icons.title signature.placeholder Felipe Mendes
09/11/2013
08:09

A frase “Missão dada é missão cumprida” ficou famosa na boca do Capitão Nascimento, no filme “Tropa de Elite”. Recém-empossado presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), o general Fernando Azevedo e Silva usou a frase para dizer que vai cumprir a exigência do Comitê Olímpico Internacional (COI) de divulgar a matriz de responsabilidades dos Jogos Olímpicos Rio-2016. Isso, porém, só deve acontecer em 2014, o que significa tornar público o orçamento do evento também no próximo ano.

– Atualmente, essa é a minha principal missão. Antes de assumir a APO, já tinha solicitado no Senado essa agilização. Montamos uma força-tarefa para isso. Não quero prometer uma data e não cumprir. Mas os três entes de governo estão focados nisso – disse o general durante o lançamento do mirante do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

A matriz de responsabilidades é um documento que estipula as obrigações de cada um dos envolvidos com os Jogos. Em acórdão publicado no dia 25 de setembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) tinha dado prazo até o dia 4 de novembro para a divulgação. Mas, segundo, Silva é possível pedir a dilatação do prazo.

De acordo com o presidente da APO, consórcio formado pela prefeitura, governo do estado e governo federal para a coordenação dos Jogos, a função da sua entidade não é elaborar a matriz de responsabilidades e sim coordenar as informações dos entes governamentais, consolidá-las e eleborar o documento final.

– O TCU identificou a ausência da matriz. Mas está difícil sair pois dependemos de vários fatores e atores. A obra do Complexo de Deodoro, por exemplo, era de responsabilidade do estado e passou para a prefeitura. Tem uma coisa jurídica para autorizar a mudança. E isso demora. O valor real de uma obra só temos quando ela é licitada. Mas a matriz vai sair – afirmou Silva.

O general informou que trabalha atualmente com o orçamento indicado no dossiê de candidatura, ou seja, cerca de R$ 28 bilhões.

A previsão inicial era a de que os gastos com os Jogos seriam revelados no primeiro semestre deste ano. Depois, o anúncio acabou adiado para o fim de 2013.

Paes e general aparam arestas

Substituto do ex-ministro Márcio Fortes, que pediu demissão da APO em agosto, Fernando Azevedo e Silva assumiu o cargo tendo que lidar com outro problema: as críticas de Eduardo Paes. Em agosto, o prefeito do Rio de Janeiro iniciara movimento para acabar com a autarquia sob a alegação de que ela era desnecessária para os Jogos.

– Eu não quero olhar para trás. A APO tem uma missão prevista em lei. Pela conversa que tive com o prefeito e com o governador, ambos entendem a importância e a missão da APO – disse Silva.