icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci
22/12/2013
07:01

Conselheiros da oposição do Santos prometem investigar a parceria entre o clube e o fundo maltês Doyen Sports. Membros do grupo político Resgate Santista se organizam para solicitar vistas do contrato de compra do atacante Leandro Damião, ex-Internacional, que foi adquirido por cerca de R$ 42 milhões com recursos da parceira. Caso Rildo, da Ponte Preta, também seja comprado com ajuda dos investidores (leia mais ao lado), os documentos da transferência também serão solicitados.

A análise, porém, deve demorar um pouco a acontecer. O requerimento dos contratos tende a ser feito apenas em janeiro, quando a secretaria do Conselho volta de férias. Depois, o clube deve demorar cerca de um mês até responder. Caso a consulta dos contratos seja autorizada, o conselheiro que a solicitar terá de assinar um termo de confidencialidade e ir à Vila Belmiro para estudar o documento.

Membros da oposição ouvidos pelo LANCE!Net acreditam que o clube possa retardar a apresentação dos contratos e não responder algumas das questões usando o argumento de que as informações são sigilosas.

No entanto, todos os conselheiros entrevistados concordam que as respostas para este tipo de solicitação têm sido mais rápidas ultimamente do que eram há alguns anos.

A desconfiança em relação ao Doyen e a relação do grupo com o Santos se dá pelas altas cifras envolvidas nas negociações com Damião e Rildo e a falta de informações a respeito da parceira. Além disso, conselheiros lembram que o homem forte dos investidores no Brasil é Renato Duprat, que já foi parceiro, inimigo e agora voltou a ter bom trânsito na Vila Belmiro. Ele herdou o Unicór, grupo do ramo de saúde que patrocinou o clube de 1995 a 1999 e teve liquidação decretada em 2001. À frente dos negócios na época, o empresário foi acusado pela CPI do Futebol de deixar uma dívida de R$ 1,2 milhão no Alvinegro quando saiu.

Negócios recentes entre Santos e o Doyen Sports

Felipe Anderson
Grupo tinha 50% dos direitos dele e desde 2010 pagava metade do salário do meia, vendido à Lazio em junho.

Cicinho
Investidores participariam da compra do lateral da Ponte, mas o Santos não aceitou por conta de exigências do grupo.

Leandro Damião
Grupo pagou cerca de R$ 42 milhões para tirar o atacante do Inter e levá-lo ao Peixe, que terá direito a lucro em futura venda.