icons.title signature.placeholder Alexandre Araújo
13/11/2013
16:08

O alto preço dos ingressos para a final da Copa do Brasil, entre Flamengo e Atlético-PR, no próximo dia 27, não para de gerar polêmica. Além do diretor-executivo de administração e secretaria geral do clube da Gávea, Marcelo Helman, ter sido levado à Delegacia do Consumidor (Decon), na tarde desta quarta-feira, após ação do Procon nesta manhã, na sede do clube, o ex-dirigente carioca Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, foi até a delegacia para entrar com uma ação contra o Fla.

- É um absurdo, isso é um crime contra a economia popular. Isso é venda casada - disse Leonardo Ribeiro, referindo-se ao fato da torcida ser condicionada a aderir ao programa de sócio-torcedor para ter desconto no ingresso.

A diretoria do Flamengo deveria ter comparecido a uma audiência do Procon-RJ, na manhã desta quarta-feira, por conta do aumento nos preços dos ingressos para a final da Copa do Brasil ter sido considerado abusivo pelo órgão. Porém, ninguém do clube compareceu. De acordo com a secretária de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, Cidinha Campos, a renda da decisão pode ser bloqueada pela Justiça e o Flamengo multado em até R$ 7 milhões, caso não reveja os valores dos bilhetes.

Ao ser questionado se houve um exagero do Flamengo em aumentar o valor dos ingressos, Leonardo Ribeiro destacou que a diretoria vai ter que voltar atrás.

- Extrapolou, né? Mas eles vão ter que voltar atrás - finalizou.

Os ingressos para a final da Copa do Brasil variam de R$ 250 a R$ 800.