icons.title signature.placeholder Por Luis Fernando Ramos, correspondente do LANCE! na Fórmula 1
20/11/2014
13:22

Sebastian Vettel chega a Ferrari para cumprir uma tarefa gigantesca: repetir, ao menos em parte, o sucesso obtido por Michael Schumacher pela equipe italiana. Afinal, foi isso que inspirou o pequeno filho de carpinteiro da modesta Heppenheim a seguir carreira no kart. Mais do que o apoio recebido da Red Bull, tudo o que Vettel conquistou se deve às imagens de ver o ídolo alemão no alto do pódio, vestindo macacão vermelho e comandando os mecânicos com as mãos durante a execução do hino italiano.

É uma tarefa que vai demandar tempo e tanto Vettel como a Ferrari sabem disso. Mas sabem também que as condições de sucesso são propícias para isso. O novo diretor-técnico James Allison construiu um bom chassi deste ano e resta apenas o motor como principal deficiência.

A convivência com Kimi Raikkonen também vai ajudar. Os dois se respeitam muito como adversários e são muito amigos fora das pistas. O clima interno do time vai ser harmonioso como não ocorre há muito tempo.

É justamente nisso que reside a principal razão da passagem fracassada de Fernando Alonso pelo time italiano: a falta de harmonia. Schumacher teve paciência para esperar cinco antes até ganhar seu primeiro título e criar uma hegemonia dentro da categoria. Já o espanhol quase foi campeão no primeiro ano e, desde então, sempre demonstrou irritação com eventuais erros estratégicos e a incapacidade do time em lhe dar um carro competitivo, criando um clima interno negativo.

Com Vettel, a Ferrari volta a viver um ambiente saudável.