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17/03/2014
19:57

Horas depois de o Banco do Brasil, principal patrocinador da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), divulgar uma nota ameaçando retirar o patrocínio da entidade caso as denúncias das reportagens da ESPN Brasil não sejam apuradas, a CBV também voltou a se pronunciar por meio de nota oficial. Nela, o órgão que comanda o vôlei nacional reafirma que está tomando todas as providências cabíveis para apurar fatos e responsabilidades em relação a denúncias publicadas pela imprensa nas últimas semanas.

No texto, a CBV diz que assume o compromisso de manter total transparência em relação ao processo de investigação, informando parceiros, patrocinadores e a sociedade brasileira sobre seus resultados. Entre as medidas já tomadas, a entidade destaca a suspensão preventiva de todos os pagamentos relacionados aos referidos contratos, sendo que alguns deles já foram rescindidos pela atual gestão; afastamento do ex-superintendente-geral da entidade, Marcos Pina; e a contratação de empresa de auditoria independente para avaliar contratos de terceirização de serviços, cujo nome deverá ser anunciado nos próximos dias.

A entidade também deve convocar uma entrevista coletiva nesta quarta-feira para responder perguntas sobre o assunto.

A crise no vôlei brasileiro começou em fevereiro com a publicação da série “Dossiê Vôlei”, da ESPN Brasil. Na primeira reportagem, foi revelado que a SMP Logística e Serviços Ltda., de Pina, recebeu cerca de R$ 10 milhões para intermediar a renovação do contrato com o Banco do Brasil. A estatal, porém, informou que o acordo foi assinado diretamente com a CBV.

Na outra reportagem, a ESPN revelou que a S4G Gestão de Negócios, de Fábio Dias Azevedo, diretor geral da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), entidade presidida por Ary Graça, assinou dois contratos de prestação de serviços de representação e assessoria comercial no valor de R$ 10 milhões.

As denúncias, além de derrubarem Pina, fizeram o presidente licenciado da CBV, Ary Graça, renunciar ao cargo. A entidade, no entanto, alega que a carta com a renúncia estava escrita desde dezembro.