icons.title signature.placeholder Marcello Vieira
13/12/2013
07:06

Não é mera questão de sorte ou acaso. O Fluminense acredita que a possibilidade de permanecer na Primeira Divisão, caso a Portuguesa seja punida com a perda dos quatro pontos no STJD pela escalação irregular de Héverton, apenas deixa evidente a diferença de tratamento que ambos os clubes dão aos seus respectivos setores jurídicos.

– Não existe sorte. Existe competência. Faltou competência a alguém que permitiu à Portuguesa agir dessa forma. O Fluminense teve competência de dar o suporte jurídico ao seu futebol em campo. Nós vivemos circunstâncias parecidas e não incorremos no mesmo erro porque nosso departamento jurídico é muito bom. Não houve sorte de a Portuguesa falhar. Houve descumprimento de uma norma, regra, que o clube paulista não teve o cuidado de cumprir – afirmou ao LANCE!Net o diretor executivo do Flu, Jackson Vasconcelos.

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A diferença de tratamento entre os departamentos jurídicos de Flu e Lusa pelos clubes é grande. Enquanto o advogado Mário Bittencourt tem dedicação quase exclusiva aos assuntos do Tricolor, o responsável por defender a Portuguesa, Osvaldo Sestário, que já foi dispensado do caso pelos paulistas, defende vários clubes da Série A e costuma fazer a notificação das punições por telefone.

No Fluminense, existe quase certeza de que o clube seguirá na Série A. Nem mesmo o argumento de que a punição a Héverton só valeria na segunda-feira, primeiro dia útil após o julgamento, preocupa.

– A Justiça Desportiva se pauta pela celeridade. Se o julgamento da sexta não tivesse validade no fim de semana, atacaria o princípio da isonomia em relação a outros julgamentos que ocorrem na mesma semana. Tanto é que existe a prerrogativa de entrar com o pedido de efeito suspensivo no dia do julgamento, coisa que a Portuguesa não fez – disse Mário Bittencourt.