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13/12/2013
10:10

A Pluri consultoria divulgou um estudo comparativo sobre o mercado de naming rights nas arenas do Brasil e da Inglaterra. A conclusão é que o Brasil está financeiramente muito longe do padrão observado nos contratos firmados por dois dos principais clubes ingleses, o Manchester United e Manchester City, mas se aproxima do ‘segundo escalão’ da liga inglesa.

Além do aumento de visibilidade que a realização da Copa do Mundo traz para o Brasil, deve-se considerar que apenas três arenas brasileiras têm acordos de naming rights fechados até o momento. O Allianz Parque, do Palmeiras, a Arena Itaipava Nordeste, no Recife e, por fim, a Arena Itaipava Fonte Nova, em Salvador.

O contrato negociado entre o Corinthians e um fundo financeiro dos Emirados Árabes deve superar os valores acertados nessas três arenas. Fontes ligadas ao clube paulista afirmam que as cifras para batizar a nova arena do Timão está em torno de R$ 400 milhões, pelo prazo de 20 anos, somando R$ 20 milhões anuais.

A realidade dos números que cercam as arenas brasileiras ainda está muito distante dos valores praticados no mercado britânico. O City recebe 18,2 milhões de libras (R$ 69,2 milhões), enquanto o United cobra 16,9 milhões de libras (R$ 64,82 milhões), valores que se assemelham aos acordos firmados entre as marcas e os demais clubes ingleses, como Arsenal, Liverpool, Tottenham e Chelsea.

Se a Arena Corinthians estivesse na Inglaterra, o clube paulista teria direito a quase que a mesma receita de naming rights do Chelsea (5,24 milhões de libras, o equivalente a R$ 20 milhões), ocupando a sétima maior receita dessa natureza na Premier League. Já o Allianz Parque, do Palmeiras, estaria em oitavo lugar, seguido pelas “Arenas Itaipava”, que ocupariam a 9ª e 10ª colocação.