icons.title signature.placeholder Marcio Porto
22/11/2014
10:05

“É quarta-feira!”. O grito entoado pela torcida do São Paulo durante a Libertadores do ano passado e que acabou se repetindo outras vezes depois nunca fez tanto sentido para o time deste ano. Com o título do Campeonato Brasileiro praticamente entregue ao Cruzeiro, jogadores e comissão técnica já trabalham com a cabeça voltada para a Copa Sul-Americana.

O torneio continental, menosprezado algumas vezes pelo presidente Carlos Miguel Aidar, virou a última chance de conquista da equipe em 2014, ano repleto de responsabilidades por diferentes razões.

Primeiro que significa a oportunidade de Rogério Ceni encerrar a carreira com um título. O goleiro não faz questão de esconder essa prioridade e vem fazendo de tudo para motivar seus companheiros. O grupo está contagiado com a missão de conceber esse presente ao ídolo.

A diferença para o Cruzeiro, faltando três rodadas, é de sete pontos. Ou seja, para ser campeão, o São Paulo precisa vencer todos os jogos os mineiros perderem dois e empatarem um, no mínimo. Improvável.

A diferença deu mais tranquilidade ao técnico Muricy Ramalho para planejar o time visando o clássico contra o Santos, amanhã, na Arena Pantanal. Pela primeira vez, ele admite que vai poupar jogadores. Já havia acusado o desgaste. O único dos titulares confirmados é Ceni.

– Esse aí (Rogério) nunca quer sair. Estava treinando que nem louco. Viajar, ele vai. E vai jogar, porque esse aí nunca quer sair. E também antes de parar, que aproveite! – disse, brincando com o estilo fominha do capitão, que treinou ontem.

A escalação do clássico deve ser bem diferente do jogo de volta contra o Atletico Nacional (COL), quarta-feira que vem, no Morumbi. Na ida, derrota por 1 a 0, que obriga o São Paulo a vencer por dois ou mais gols de diferença para chegar à final.

– Temos que apertá-los no Morumbi, porque é um time muito técnico. Com condição física melhor, sem viagem, temos condições de não deixar o que eles sabem fazer melhor, que é jogar. Temos que tomar cuidado – analisou Muricy.

Isso é o que o são-paulino espera. Agora, mais do que nunca.