icons.title signature.placeholder Caio Carrieri
18/06/2014
17:33

O Castelão transformou-se em sala de aula, e os mexicanos deram uma lição aos brasileiros de como incentivar a sua equipe durante todos os minutos de uma partida de futebol. Com as vozes do tricolores bem mais intensas ao longo do empate sem gols da última terça-feira, restou aos verde e amarelos tentar apenas abafar o som, algumas vezes em vão. E imitá-los.

A cópia, no entanto, não saiu perfeita, avaliam fanáticos pela Tri (de tricolor, cores da seleção). A desaprovação, em tom bem humorado, acontece principalmente na entoação do 'puto', grito tradicional do futebol mexicano contra o goleiro adversário no exato momento da cobrança do tiro de meta. Os brasileiros presentes no estádio exageraram, dizem os adversários de arquibancada.

- Me emocionei ao ver todos nos reproduzindo, mesmo que estivessem dentro de uma Copa em casa. Mas não fizeram da maneira correta. O certo é só quando o goleiro adversário vai cobrar o tiro de meta, mas eles fizeram toda hora que o Ochoa pegou a bola para lançar com a mão. Também faltou coordenação para fazerem juntos - analisa o empresário Raul Gutierrez, de 44 anos, na sua terceira Copa, citando o herói do jogo.

- O jogo foi muito difícil, o resultado foi muito bom para nós e estamos satisfeitos. O ambiente do estádio estava maravilhoso e me surpreendi que 20 mil mexicanos calaram 40 mil brasileiros - completou Gutierrez, ainda Fortaleza (CE), e que estará em Pernambuco na próxima segunda-feira, confiante por uma classificação diante da Croácia, na última rodada da primeira fase.

O analista de marketing Marco López, de 42 anos, vai além. Ele criticou a falta de opções de músicas de incentivo para a Seleção Brasileira.  

- Nós já tínhamos inventado a ola em 1986 e já repetiam. Podem nos agradecer, porque agora estão imitando outras músicas. É compreensível, porque só tinham uma música, aquela do orgulho e do amor. Está faltando originalidade. Contra o Brasil, os torcedores se sentiram em casa como nos Estados Unidos, onde também sempre nos comportamos como mandantes.

Com os mesmos quatro pontos do Brasil no Grupo A, o México ocupa a segunda posição por diferença no saldo de gols (perde por 2 a 1).