icons.title signature.placeholder Felipe Bolguese
22/06/2014
10:10

O jogo da Alemanha, de toques rápidos e marcação compacta, pareceu ser o mais seguro da primeira rodada da Copa. Gana, neste sábado, quebrou-o com força física e velocidade, no duelo que terminou empatado por 2 a 2 no Castelão, em Fortaleza (CE). Depois de atropelar Portugal com 4 a 0 na estreia, o time de Joachim Löw não conseguiu dominar o rival africano. Mesmo com 59% de posse – contra 41% –, perder a bola foi um tormento. A zaga sofreu com os raios Gyan e Ayew.

Os erros de passe foram o maior problema. Lahm errou (como nunca) para Khedira no meio, antes do contra-ataque que gerou o gol de Gyan. Özil, discreto na primeira partida, errou tudo e mais um pouco como o homem da criação.

Quando a troca de passes dá certo, é quase impossível parar o ataque germânico. Contra Portugal, Müller, o falso 9, havia saído da área e encontrou Götze entre os zagueiros. Pênalti. Ontem, o mesmo roteiro. O camisa 13 saiu e cruzou para o jovem escorar de cabeça-joelho (mas não pé) e abrir o placar.

A seleção tinha tudo para fazer o seu jogo preferido desde 2010: tocar a bola e sair com velocidade nos contra-ataques. Os gols logo na sequência, que geraram a virada, desmontaram o esquema.

A estrela de Löw só não brilhou mais do que a de Klose, que foi chamado para salvar a pátria. Com dois minutos em campo, o camisa 11 aproveitou desvio de Höwedes e empatou. Schweinsteiger, que havia entrado ao mesmo tempo, teve uma cabeçada perigosa logo em seguida. Os dois, que iniciaram a Copa longe das condições físicas ideais (nem sequer haviam atuado na estreia) deram mais experiência e mais força. Podem ser titulares...

O empate com Gana pode ter feito Löw pensar que o meio pra frente pode mudar. Özil que se cuide.