icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
27/08/2015
08:05

Mesmo após a divulgação do calendário do futebol brasileiro de 2016 – que mais uma vez está apertado e vai gerar desfalques para os clubes por causa dos conflitos entre Série A e jogos da Seleção Basileira –, os articuladores da volta da Copa Sul-Minas (que estão discutindo junto com Flamengo e Fluminense) não jogam a toalha sobre a realização da competição no ano que vem.

– Isso não pode ser uma situação definitiva. Os clubes não foram consultados, não tivemos ingerência. Além disso, temos condições de compatibilizar com competições mais rentáveis, como a Sul-Minas – disse o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior.

O dirigente gremista faz parte da comissão de clubes da CBF e prevê que o assunto entrará em pauta na próxima reunião, dia 10 de setembro, mesmo dia em que os postulantes a participantes da Sul-Minas também vão se reunir, mas desta vez na sede do Flamengo.

Segundo o presidente da Federação Catarinense, Delfim Peixoto, que também é vice da CBF, será possível comportar a competição, já que o número de participantes foi reduzido em relação ao planejamento inicial.

– São oito datas. Acredito que, se forem usadas oito, vai dar para encaixar. Pensava-se antes em três clubes por estado. Agora, são dois, com o critério sendo o Ranking de Clubes da CBF – disse ele.

Ou seja, se a dupla Fla-Flu participar mesmo, serão dez participantes. Sem ela, oito. Depois dessa batida de martelo que a proposta de entrada da competição no calendário será levada à CBF.

Na contramão, presidentes de Federações dos estados envolvidos na Sul-Minas, como Rio Grande do Sul e Paraná, não creem que a competição sairá do papel.

CALENDÁRIO É TEMA DE DISCUSSÃO ENTRE DEPUTADOS

O calendário do futebol brasileiro é um dos temas que estão sendo abordados no Fórum Legislativo do Futebol, criado por parlamentares, mas que tem a participação do Ministério do Esporte e da CBF. Por conta disso, audiências públicas estão sendo realizadas em todas as regiões do país. A próxima e última será na segunda-feira, em Porto Alegre. Depois dela, a expectativa é pela formatação de um modelo a ser apresentado em Brasília e após encaminhado à CBF.

– A agenda é que teremos mais uma audiência. Aí vamos elaborar nosso relatório. Nao tem como emitir opinião antes de ouvir as cinco regiões do país. Temos um calendário que precisa de mudança. A questão é como mudar, achar essa matemática – afirmou o deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG), que também é diretor de ética e transparência da CBF.

Apesar de ter cargo na entidade, o deputado diz que não teve participação ou deu qualquer pitaco no calendário para 2016. No entanto, o responsável por isso, o diretor de competições Manoel Flores, tem participado das audiências públicas e ouvido as sugestões.

SE TIVER ESTÁDIO, BOTA NÃO VÊ  MOTIVO PARA PARAR

Como o calendário nacional não vai parar durante os Jogos Olímpicos, o Botafogo se vê em uma situação mais complicada que os outros clubes com estádios no torneio de futebol da Rio-2016. É que o Nilton Santos, casa prioritária do clube, e o Maracanã, alternativa imediata, estarão à disposição dos Jogos. No entanto, o clube alvinegro não vê, caso ache uma outra casa para jogar, que isso seja motivo de paralisação do calendário nacional.

– A (nossa) estreia no Campeonato Carioca (2015) foi em São Januário, porque o Nilton Santos não estava ainda liberado. Acho que, se a gente viabilizar isso, não tem por que parar. Por exemplo, Botafogo e São Paulo jogam aqui (no Rio). São Paulo e Botafogo vão jogar em São Paulo. O Botafogo espera estar na Série A, por isso estou dando esse exemplo – disse o vice-presidente geral do clube, Nelson Mufarrej, ressaltando que a primeira alternativa é viabilizar Caio Martins.

Além do Niltão e do Maracanã, o torneio olímpico ainda utilizará Arena Corinthians, Mineirão, Arena Fonte Nova, Arena da Amazônia e Mané Garrincha.

Com a palavra
"Estaduais deveriam ter 13 datas"
Romildo Bolzan, presidente do Grêmio

O calendário não mudou quase nada. Acho que é uma reprodução do ano anterior. Penso que deveríamos avançar nos campeonatos regionais: 13 datas para os estaduais, igual ao Nordeste, para privilegiar um calendario melhor. Tem que parar em todas as convocações da Seleção. Tem que tornar perene essa situação. É o mesmo raciocinio para a os Jogos Olímpicos. Deveria parar, em nome do equilíbrio da Série A. É um evento mundial, os clubes terão convocados.

Mesmo após a divulgação do calendário do futebol brasileiro de 2016 – que mais uma vez está apertado e vai gerar desfalques para os clubes por causa dos conflitos entre Série A e jogos da Seleção Basileira –, os articuladores da volta da Copa Sul-Minas (que estão discutindo junto com Flamengo e Fluminense) não jogam a toalha sobre a realização da competição no ano que vem.

– Isso não pode ser uma situação definitiva. Os clubes não foram consultados, não tivemos ingerência. Além disso, temos condições de compatibilizar com competições mais rentáveis, como a Sul-Minas – disse o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior.

O dirigente gremista faz parte da comissão de clubes da CBF e prevê que o assunto entrará em pauta na próxima reunião, dia 10 de setembro, mesmo dia em que os postulantes a participantes da Sul-Minas também vão se reunir, mas desta vez na sede do Flamengo.

Segundo o presidente da Federação Catarinense, Delfim Peixoto, que também é vice da CBF, será possível comportar a competição, já que o número de participantes foi reduzido em relação ao planejamento inicial.

– São oito datas. Acredito que, se forem usadas oito, vai dar para encaixar. Pensava-se antes em três clubes por estado. Agora, são dois, com o critério sendo o Ranking de Clubes da CBF – disse ele.

Ou seja, se a dupla Fla-Flu participar mesmo, serão dez participantes. Sem ela, oito. Depois dessa batida de martelo que a proposta de entrada da competição no calendário será levada à CBF.

Na contramão, presidentes de Federações dos estados envolvidos na Sul-Minas, como Rio Grande do Sul e Paraná, não creem que a competição sairá do papel.

CALENDÁRIO É TEMA DE DISCUSSÃO ENTRE DEPUTADOS

O calendário do futebol brasileiro é um dos temas que estão sendo abordados no Fórum Legislativo do Futebol, criado por parlamentares, mas que tem a participação do Ministério do Esporte e da CBF. Por conta disso, audiências públicas estão sendo realizadas em todas as regiões do país. A próxima e última será na segunda-feira, em Porto Alegre. Depois dela, a expectativa é pela formatação de um modelo a ser apresentado em Brasília e após encaminhado à CBF.

– A agenda é que teremos mais uma audiência. Aí vamos elaborar nosso relatório. Nao tem como emitir opinião antes de ouvir as cinco regiões do país. Temos um calendário que precisa de mudança. A questão é como mudar, achar essa matemática – afirmou o deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG), que também é diretor de ética e transparência da CBF.

Apesar de ter cargo na entidade, o deputado diz que não teve participação ou deu qualquer pitaco no calendário para 2016. No entanto, o responsável por isso, o diretor de competições Manoel Flores, tem participado das audiências públicas e ouvido as sugestões.

SE TIVER ESTÁDIO, BOTA NÃO VÊ  MOTIVO PARA PARAR

Como o calendário nacional não vai parar durante os Jogos Olímpicos, o Botafogo se vê em uma situação mais complicada que os outros clubes com estádios no torneio de futebol da Rio-2016. É que o Nilton Santos, casa prioritária do clube, e o Maracanã, alternativa imediata, estarão à disposição dos Jogos. No entanto, o clube alvinegro não vê, caso ache uma outra casa para jogar, que isso seja motivo de paralisação do calendário nacional.

– A (nossa) estreia no Campeonato Carioca (2015) foi em São Januário, porque o Nilton Santos não estava ainda liberado. Acho que, se a gente viabilizar isso, não tem por que parar. Por exemplo, Botafogo e São Paulo jogam aqui (no Rio). São Paulo e Botafogo vão jogar em São Paulo. O Botafogo espera estar na Série A, por isso estou dando esse exemplo – disse o vice-presidente geral do clube, Nelson Mufarrej, ressaltando que a primeira alternativa é viabilizar Caio Martins.

Além do Niltão e do Maracanã, o torneio olímpico ainda utilizará Arena Corinthians, Mineirão, Arena Fonte Nova, Arena da Amazônia e Mané Garrincha.

Com a palavra
"Estaduais deveriam ter 13 datas"
Romildo Bolzan, presidente do Grêmio

O calendário não mudou quase nada. Acho que é uma reprodução do ano anterior. Penso que deveríamos avançar nos campeonatos regionais: 13 datas para os estaduais, igual ao Nordeste, para privilegiar um calendario melhor. Tem que parar em todas as convocações da Seleção. Tem que tornar perene essa situação. É o mesmo raciocinio para a os Jogos Olímpicos. Deveria parar, em nome do equilíbrio da Série A. É um evento mundial, os clubes terão convocados.