icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
18/06/2014
12:46

O desenvolvimento do futebol brasileiro após a Copa do Mundo foi tema do encontro diário que a Fifa e o COL têm com os jornalistas no Maracanã. O evento serviu para que a Fifa desse mais detalhes do projeto que, por enquanto, vai destinar cerca de R$ 45 milhões para o fomento das categorias de base, do futebol feminino, além da construção de campos de treinamentos pelo país, principalmente nos estádios que não tiveram jogos da Copa do Mundo.

O presidente da CBF, José Maria Marin, participou do encontro e comemorou o apoio da Fifa em prol de um legado pós-Copa. Mas ao ser indagado sobre a razão de a CBF não ter investido nesse tipo de projeto antes, mesmo tendo um alto volume de receitas, Marin usou outras plataformas de campanha para justificar.

- Desde que nós chegamos, já foi dito que fomentamos o futebol brasileiro através das Séries C e D. Pagamos transporte, hotel, antidoping e damos 14 bolas para cada equipe. Desde o início, estamos dando apoio às equipes. Damos transporte aéreo - disse Marin, que continuou fugindo ao tema do investimento na base:

- Desde que chegamos, procuramos criar condições de rentabilidade. Acabamos de inaugurar a nova sede e criamos o museu do futebol. Queremos começar com o ônibus que a CBF tem, procurar atrair turistas, pegar e levar para conhecer a nova sede. Levar na Granja Comary, ter a oportunidade de ver como é, almoçar no restaurante. Aumentamos a receita da CBF. Devemos muito em breve assinar um contrato de patrocínio, que não tem nada a ver com a seleção. O campeonato brasileiro está vendido para uma empresa. Diariamente estamos procurando trazer novos patrocinadores.

O presidente da CBF ainda foi indagado sobre a validade da construção de estádios em locais nos quais o futebol é pouco desenvolvido, como em Manaus e Cuiabá, que não têm times nas principais divisões do futebol nacional. Marin jogou a responsabilidade de evitar que as arenas virem elefantes brancos para os dirigentes locais.

- Tudo dependerá da criatividade dos dirigentes. Sugerimos que, em Brasília, fosse realizado um jogo entre Santos e Flamengo. Foi recorde de público e renda na ocasião. Acho que todas as arenas serão aproveitadas. Isso dependerá da criatividade dos dirigentes. Eu digo criatividade em todos os sentidos. O São Paulo não usa o Morumbi apenas em futebol. Usa através de shows e espetáculos. Coloca lojas dentro do estádio... Tem que procurar meios não só manutenção, mas receitas para fortalecer equipes. O futebol via crescer ainda mais no Brasil - completou o cartola.