icons.title signature.placeholder Caio Carrieri
17/04/2014
08:00

Torcedor do Palmeiras dentro de campo nas quase duas décadas que viveu no Palestra Itália, Marcos mantém acesa a chama alviverde aos 40 anos, os últimos dois deles curtindo a aposentadoria dos campos.

As luvas e chuteiras penduradas não o impedem de seguir na ativa longe dos gramados como garoto-propaganda e personagem de ações de marketing em eventos. Nessa quarta, foi um dos convidados para falar sobre Copa do Mundo no iPlanet, feira de tecnologia.

Antes de contar sobre a sua experiência e participação decisiva no penta em 2002, encontrou um tempinho para atender o LANCE!Net. Como bom palmeirense, pediu reforços para o Brasileiro e ainda fez um balanço do Verdão, que estreia no torneio nacional contra o Criciúma, no domingo, no Heriberto Hulse. Veja abaixo a entrevista completa:
  
Você vê o Palmeiras bem preparado para o Brasileiro?
O Campeonato Brasileiro é longo, muito difícil. O Palmeiras está correndo atrás de contratações porque percebeu mais uma vez que, quando alguns jogadores importantes ficaram fora em um momento decisivo, não tinha reposição no mesmo nível. E no Campeonato Brasileiro precisa muito disso, você não consegue vencer tendo apenas um time. Tem que ter um número elevado de bons jogadores, então a diretoria está correndo atrás de alguns nomes, mas todo o trabalho do Campeonato Paulista não pode ser jogado fora, porque o time estava bem. Fico torcendo por uma boa estreia e para o Palmeiras se dar bem nesse campeonato. 

Quais posições do elenco precisam ser reforçadas?
Isso é mais com o Kleina, com o Brunoro e o presidente que estão no dia a dia do clube e sabem do que precisam exatamente. Podem subir alguém da base também. O reforço é sempre importante e necessário. E o principal é poder deixar o jogador em atividade para que ele não sinta o ritmo quando for entrar para jogar. Qualquer reforço é bem-vindo.

Em 2009, com você em campo, o título escapou das mãos do Palmeiras. Qual é a receita para não acontecer novamente?
Em 2009 nós tivemos uma mudança muito grande na parte de treinador. Estávamos com o Jorginho e depois veio o Muricy, com outro sistema de trabalho. Também tivemos a mesma coisa que aconteceu no Campeonato Paulista. Tivemos três ou quatro jogadores que se machucaram num momento importante e não tínhamos peças de reposição do mesmo nível. Se não me engano, machucaram-se Cleiton Xavier, Mauricio Ramos, Pierre... E faltou ritmo de jogo para quem entrou.

Pelo elenco que tem agora, dá para brigar em que parte da classificação no Brasileiro?
O futebol é algo complexo. Se fôssemos falar do começo do Paulista, tenho certeza que ninguém, nem mesmo os jogadores do Ituano, falariam que seriam campeões. Dar um palpite antes de o campeonato começar é difícil, sem analisar como estão os times. O Palmeiras vai ser competitivo, mas depende do que acontecer na competição.

Pensando pelo seu lado torcedor do Palmeiras, é obrigação do clube renovar com o Alan Kardec pelo o que ele já fez?
Tem de ver os acertos financeiros e a parte importante que o presidente está prezando tanto que são os contratos dos jogadores. Pelo amor de Deus, o Kardec é um cara extremamente importante para o nosso time, fez muitos gols. Torcemos pela renovação, mas quem tem de resolver isso aí é quem cuida da parte financeira do clube.

Qual é a sua avaliação das atuações do Fernando Prass?
O Prass está muito bem, com um ano maravilhoso. Em 2013 também já foi muito bem, no ano de chegada, e acabou de ser eleito o melhor goleiro do Paulista pela Federação. Ele é muito experiente e, desde quando veio para o Palmeiras, todo mundo sabia que ele iria se dar bem porque é profissional e líder do elenco. Que ele possa fazer um Brasileiro tão bom como o Paulista.