icons.title signature.placeholder Felipe Bolguese e Rodrigo Vessoni
25/04/2014
09:02

Paciência, confiança e esperança. É isso que Mano Menezes pede à torcida do Corinthians no primeiro ano de trabalho que, até o momento, foi marcado pela eliminação precoce no Estadual e por uma grandiosa reformulação do elenco.

As chegadas de jovens e a saídas de jogadores consagrados e vitoriosos são vistas pelo treinador como fundamentais para o fim do marasmo demonstrado pela equipe no último Brasileirão. Porém, ao mesmo tempo, como fatores que causam turbulência e incertezas no dia a dia do CT Joaquim Grava.

É essa parte negativa da reformulação que causa preocupação em Mano. Em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, o treinador pediu que os torcedores do Corinthians repitam o espírito de solidariedade à equipe demonstrado durante a Série B, em 2008.

- O Corinthians se tornou muito forte nos últimos anos porque todos os corintianos se juntaram num momento extremo de dificuldade, em 2008, eu diria no maior momento de todos. Cada um fez a sua parte. Torcendo muito na arquibancada, tornando o Pacaembu, e agora o novo estádio, um ambiente muito difícil para os adversários e muito forte para o Corinthians, com apoio incessante - pediu.

- Nós aqui no dia a dia ser muito responsáveis, vamos dar o nosso melhor, com seriedade que eles sabem que eu tenho e os profissionais vão saber ter... A gente está preparado para grandes conquistas logo, logo. Se o primeiro momento foi de dificuldade para a equipe, que ainda pode oscilar um pouco no Brasileiro, ele já vai ser um momento mais estável, mais forte, de uma equipe mais consistente, que vai estar preparada para fazer grandes jogos e ganhar de grandes adversários, como é comum da nossa trajetória - completou.

Diante de todas as mudanças no elenco, Mano Menezes preferiu não fazer qualquer tipo de previsão para a equipe no Brasileirão-14. Questionado sobre uma entrevista de Tite ao L!Net em meados de 2011, na qual garantiu que o Corinthians seria campeão brasileiro naquele ano ou em 2012 - acabou sendo naquele ano mesmo -, o atual comandante se esquivou e fez comparações.

- Os estágios dos grupos, de 2011, quando o Tite deu a entrevista, e agora, quando estou falando, são diferentes. Aquele grupo já tinha avançado bastante na maturação, preparação, qualificação. Se a gente considerar 2008, início de 2009, estava indo para a terceira, quarta temporada. O grupo já havia sido avaliado muito bem, havia sido qualificado duas ou três vezes, na busca de chegar, na preparação ideal para grandes conquistas. Já havia ganho Paulista, Copa do Brasil... Não vamos nem falar da Série B. Mas ele já vinha avançando bastante, estava no último estágio - lembrou.

- Hoje acho que precisamos avançar um pouco para fazer essa estimativa. No futebol brasileiro sempre é possível ser campeão. Da mesma maneira que sempre é possível ser rebaixado. As provas estão aí. Tanto que uma equipe foi campeã em um ano e disputou e, dentro do campo, foi rebaixada no ano seguinte. Precisamos avançar um pouco, torneios como Copa do Brasil sempre é possível disputar títulos, tem essa característica, momento que enfrenta o outro, se eliminar, vai avançando... Brasileiro, pontos corridos, exige mais performance estável, não pode oscilar. Eu quero esperar um pouco para fazer essa estimativa com segurança e não ser apenas uma ideia otimista - finalizou.

Além do Brasileirão-11, Tite ainda conquistaria a Libertadores e o Mundial de Clubes, em 2012, além do Paulista e a Recopa Sul-Americana em 2013.