icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
22/06/2014
09:45

O Corinthians contratou o paraguaio Ángel Romero, que pode jogar como centroavante, e está próximo de Marcelo, revelação do Campeonato Brasileiro do ano passado pelo Atlético-PR. As duas novas opções que Mano Menezes pode ter no setor ofensivo para o segundo semestre não incomodam Paolo Guerrero, que é um dos titulares da posição. Confiante em sua permanência, o peruano quer mais é que o Timão se reforce... para quando ele não estiver à disposição.

- Para mim é mais gostoso! Um jogador às vezes está fora por lesão, e quando ele não puder jogar precisa de outro que entre e jogue. Você sabe que eu não gosto de perder, eu gosto de ganhar! E a Copa do Brasil é longa, o Campeonato Brasileiro é longo, vamos precisar de todos - afirmou o camisa 9 do Timão, em entrevista ao LANCE!Net.

Guerrero tem sido importante, inclusive, para entrosar o futuro concorrente ao restante do grupo corintiano. O paraguaio de 21 anos ainda não fala português, e o peruano está ajudando com o idioma, e até vê semelhanças no início de ambos no Corinthians.

- Ele é tímido, está na dele. Assim como eu era no início. O pessoal está dando uns apelidos para ele, mas ele não fala português ainda, não entende nada. Vamos nos entrosar logo, porque ele é importante e nós queremos ser campeões brasileiros.

Depois do início meteórico no Corinthians, quando se tornou herói da conquista do Mundial de Clubes pouco após sua chegada, Guerrero observou uma mudança de filosofia do clube. A geração-2012, que teve um segundo semestre no marasmo no ano seguinte, está praticamente desfeita. Para renovar o elenco, a diretoria trouxe jogadores com menos nome e mais ambição. De acordo com o atacante de 30 anos, jogador mais velho entre os considerados titulares, o rejuvenescimento do grupo é um ponto positivo.

- Tivemos uma fase incrível com jogadores mais velhos, mas a tentativa agora é renovar o plantel, concordo com isso. Com um ou outro, estamos na briga pelos títulos. Todo mundo sabia que a mudança de treinador ia fazer o time demorar a se entrosar. No Campeonato Paulista a gente percebeu que seria difícil, porque o Mano tem uma forma de trabalho diferente. Agora acho que todos já entenderam - garantiu.