icons.title signature.placeholder Vinícius Faustini
21/07/2014
17:50

A euforia de iniciar o trabalho em um novo clube cedeu espaço a uma drama para Magrão. Logo em seu primeiro treino no América-MG, o jogador de 35 anos sofreu uma ruptura de ligamento cruzado do joelho direito e teve sua estreia pelo clube adiada por um longo tempo.

Das sessões de fisioterapia (que não foram interrompidas nem nas festas de fim de ano) até os jogos-treino, foram dez meses. Os mais recentes, contando as horas para retornar aos gramados:

– Na concentração, a gente já vem conversando dia a dia sobre este meu retorno. O próprio Marcos Salum (um dos conselheiros do América) brinca: “sua hora está chegando”. O Moacir Júnior conversou comigo sobre o momento de eu retornar. E ele quer ter muita paciência para me lançar novamente aos gramados.

Ao LANCE!Net, Magrão, que já vem sendo relacionado nos jogos mais recentes do Coelho pela Série B, revela a sensação de “recomeço de carreira”. E, confiante no acesso da equipe, o volante promete que dará muitas alegrias ao torcedor alviverde.

Qual é a sensação de estar perto do retorno aos gramados?

Parece um recomeço de carreira. Foram muitos anos fora do país e, depois da escolha errada de ir para o Náutico, agora vou voltando aos poucos aqui no América.

E terá de lidar com a concorrência de volantes...

Na verdade, minha concorrência, antes de tudo, é comigo. Depois deste período longo de lesão, é hora de mostrar o meu melhor futebol. Tenho uma dívida muito grande com o América, e pretendo cumpri-la.

O que tem sido crucial para o América ir bem na Série B?

O principal é que todo mundo está focado, visando o acesso. Também há uma sintonia forte entre jogadores renomados como o (Leandro) Guerreiro, Obina e Mancini e os jovens com qualidade, casos do Vitor Hugo, o Andrei (Girotto). Lembra muito o Internacional no qual joguei. Todos têm muito prazer de jogar e de fazer com que o América termine o ano na elite.

Em que a experiência no futebol árabe é importante hoje?

Foi bom aprender uma nova língua. As pessoas falam que se trabalha pouco lá, mas nestes quatro anos e meio (atuando por Al-Wahda e Dubai Club neste período) vi que lá está melhorando, os jogadores que vão para se dedicar conseguem espaço. Ganhei uma Supercopa e minha família gostou muito de lá. Se não tivesse voltado no ano passado, não retornaria mais ao Brasil. Infelizmente, errei ao optar pelo Náutico.

Quais foram os problemas que você enfrentou no Timbu?

Além do problema da readaptação, eu não recebi no Náutico. Joguei algumas partidas mas, como eu tinha um salário considerado alto e o clube já se preparava para o rebaixamento, fizemos um acordo para que eu saísse. O acordo ainda não foi cumprido.

Como foi chegar ao América e logo sofrer esta lesão grave?

Foi muito dificil. Deu uma apreensão muito grande, porque na minha carreira, nunca tinha sofrido nenhuma lesão que me fez passar tantos meses longe dos gramados. Mas a família foi muito importante nesta hora para dar apoio. Os companheiros, os médicos do América me passaram muita confiança. A estrutura psicológica que tive no clube e o ótimo trabalho dos profissionais me deixaram com mais força física.

Depois deste turbilhão, qual recado que você deixa para o torcedor do Coelho?

Quero dizer a todos que a vontade de estrear é muito grande. Em todos estes meses, torci com o América, sofri nas derrotas, vibrei com as vitórias e me identifiquei demais com esta torcida. Quero estar o quanto antes em campo, e poder dar lá todas as alegrias que o clube merece.