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17/12/2013
17:10

O maestro João Carlos Martins, torcedor assumido da Portuguesa, lamentou a decisão do STJD da última segunda-feira, que condenou o clube do Canindé a perder quatro pontos pela irregularidade do meia Héverton na última rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Grêmio. Para o músico, a decisão já estava tomada antes mesmo do julgamento começar. Com o resultado, a Lusa caiu para a 17ª colocação e está na Série B de 2014. O Fluminense, por sua vez, foi beneficiado na história e escapou do rebaixamento.

- Triste. É um momento de reflexão sem dúvida alguma. A palavra esperança nunca pode desaparecer. Se tivermos na Série B, vamos ter de entrar com garra. Evidentemente que têm recursos, mas eu acho que o grande problema foi comunicação, ingenuidade ou má fé. O julgamento em si pareceu o do Saddam Hussein no Iraque. Tudo já estava resolvido antes evidentemente - disse o Maestro, à TV Globo.

João Carlos Martins disse ainda que era preciso um maior cuidado da diretoria do clube para saber qual decisão havia sido tomada no dia em que Héverton foi condenado. Porém, não descartou a culpa da CBF no ocorrido, que, segundo ele, devia ter disponibilizado a decisão logo após o julgamento.

- Eu, quando estou fora do Brasil e minha orquestra está fazendo ensaio de naipe, eu telefono 10 minutos depois para saber como foi o ensaio. Essa é uma demonstração de amor e paixão pela minha orquestra. Se o advogado telefonou ou não, a diretoria da Portuguesa tinha de ligar para saber o que aconteceu - ressaltou e completou:

- Com toda a tecnologia que temos no mundo é obrigação da CBF e do STJD colocar dez minutos depois (a decisão). Um time lá de Rondônia, que não tem dinheiro para pagar um advogado pode, acessando a internet, saber do julgamento. Os árbitros precisam saber. É um momento de reflexão para a CBF e para o Tribunal.